Síndrome metabólica e a relação com os sintomas prodrômicos da doença de Parkinson na população da Vitória de Santo Antão-PE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SOUZA, Ana Patrícia da Silva
Orientador(a): SOUZA, Sandra Lopes de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Neuropsiquiatria e Ciencia do Comportamento
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44527
Resumo: Mecanismos como a neuroinflamação, disfunção mitocondrial e aumento do estresse oxidativo interligam a Síndrome Metabólica (SM) e a Doença de Parkinson (DP). No estado prodrômico da DP, o processo da doença limita-se à região inferior do tronco cerebral e se associa a algumas condições específicas não motoras, tais como constipação, depressão e sonolência diurna. Objetivou-se com esse trabalho investigar a frequência da SM nos pacientes adultos das unidades básicas de saúde no município de Vitória de Santo Antão-PE, e relacioná-la a possíveis sintomas vivenciados no período prodrômico da DP. Trata-se de um estudo transversal, no qual foram realizadas coletas de dados sociodemográficos e de sangue, essa para a análise dos níveis séricos de glicose em jejum, triglicerídeos, colesterol lipoproteína de alta densidade e colesterol lipoproteína de baixa densidade. Para avaliar a sonolência diurna aplicou-se a escala de sonolência de Epworth, para sintomas sugestivos de Depressão usou-se o Questionário sobre a saúde do paciente- 9, com a versão brasileira da Avaliação cognitiva de Montreal foi verificada a função cognitiva. Além da realização de antropometria, aferição da pressão arterial sistêmica e execução do teste de equilíbrio de Berg. Foram avaliados 179 indivíduos, dentre esses a maioria 141 (78,8%) do sexo feminino, com idade média de 49,64 (±6,0) anos. Para alocação dos grupos com e sem a SM obteve-se uma amostra de 89 voluntários com idade média de 48,6 anos (±5,8), dentre os quais 33 (71,7%) apresentam-se obesos. No que se refere às correlações entre os sintomas prodrômicos da DP e a SM, encontrou-se correlações significantes: entre os escores de Sonolência diurna e triglicerídeos no grupo sem SM (n=28, r= 0,39, p=0,048); entre os escores da avaliação cognitiva e Pressão arterial diastólica no grupo sem SM (n=30, r=0,47, p=0,017); e Circunferência de cintura no grupo sem SM (n= 30, r= ˗0,4, p=0,033); e glicose nos grupos SM n=32/ (r= 0,43, p= 0,019) e sem SM (n=30, r=0,39, p= 0,037). A frequência da SM entre os avaliados foi de 51,7% e houve relação entre os seus componentes e os sintomas prodrômicos da DP tais como, a sonolência diurna excessiva e o comprometimento cognitivo leve, tanto em indivíduos com a SM como naqueles sem a síndrome. Esses componentes, além de representarem fator de risco cardiovascular, quando somados aos sintomas prodrômicos, podem sinalizar o início de uma doença neurodegenerativa.