Análise da frequência das variações M121V (rs1799990) e E200K (rs2893385) e do gene PRNP em pacientes brasileiros com doença de Alzheimer

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Cunha, José Eriton Gomes da
Orientador(a): Oliveira, João Ricardo Mendes de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/10860
Resumo: A Doença de Alzheimer (DA) e a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) apresentam caráter neurodegenerativo, ocasionadas pelo acúmulo extracelular de proteínas insolúveis. Dentre alguns fatores de risco, as mutações nos códons M129V e E200K do gene PRNP são os mais importantes na DCJ. Alguns estudos foram realizados com o códon 129, sendo bastante controversos. Este trabalho teve como objetivo verificar a influência dos códons 129 e 200 e a presença da mutação E200K na DA. 145 amostras de DNA de pacientes com DA e 198 controles foram genotipadas para os códons 129 e 200 através da técnica da PCR e digestão enzimática com as enzimas NspI para o códon M129V e BsmAI, para o códon 200. Onze pacientes e oito controles foram sequenciados com o MegaBace1000. Quarenta e dois pacientes e quarenta e dois controles foram genotipados para o códon 129 sendo 16 MM, 20 MV e 6 VV nos pacientes e 24 MM, 15 MV e 3 VV nos controles. Não foram encontradas diferenças estatísticas significativas. Para a mutação E200K, 61 pacientes e 75 controles foram genotipados, não ocorrendo mutação em nenhuma amostra. Nossos dados corroboram com outros grupos mostrando que o códon 129 parece não estar associado a DA. A baixa frequência da mutação E200K pode justificar a ausência desta na nossa amostragem, o que precisa ser confirmado com maior número de amostras, com devida atenção pela possível estratificação associada a grupos étnicos e outros fatores como cosegregação de outros genes associados ao PRNP. Este trabalho contribuiu para um melhor conhecimento do perfil neuroepidemiológico da população local.