Índice de resistência, arteriografia e índice tornozelo-braquial como fatores preditivos na revascularização de membros inferiores

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: CALDAS, Rebecca Paes de Andrade Souza
Orientador(a): LINS, Esdras Marques
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Cirurgia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55437
Resumo: Introdução: A doença arterial periferica (DAP) e grande problema de saúde pública. Os estágios mais graves da DAP dos membros inferiores contemplam a isquemia crítica (IC), responsável por grande número de amputações. A cirurgia de revascularização e proposta para restaurar o fluxo sanguíneo para o pe. O uso da ultrassonografia Doppler (USD) vem despontando nos últimos anos como metodo de imagem de grande valor para o planejamento cirúrgico dessas revascularizações. Este estudo busca avaliar o índice de resistência (IR), mensurado atraves da USD, junto a dados de índice tornozelo-braço (ITB) e arteriografia de subtração digital (ASD) como preditores das cirurgias de revascularização infra-inguinais dos MMII em pacientes com IC. Objetivos: Avaliar o uso do IR, da ASD e do ITB no período pre-operatório como fatores preditores do sucesso hemodinâmico imediato das cirurgias de revascularizações infra-inguinais. Resultados: Dos pacientes analisados, 67,4% apresentaram sucesso hemodinâmico imediato, com variação de ITB > 0,15. Melhor pontuação na classificação de Rossi esteve relacionada com o sucesso hemodinâmico (p < 0,05). Foi observada uma correlação inversa entre a pontuação de Rossi e o IR da arteria revascularizada (p < 0,05). ITB pre-operatório apresentou correlação com o resultado cirúrgico, porem, a avaliação não pode ser considerada em 17,4% da amostra, que apresentaram arterias incompressíveis. Neste estudo, menores valores de IR na arteria revascularizada apresentaram correlação com um melhor resultado, do ponto de vista hemodinâmico (p< 0,05). Conclusão: O IR das arterias distais e a classificação arteriográfica de Rossi podem ser correlacionados entre si. Ambos podem ser utilizados na avaliação pre- operatória para prever o sucesso hemodinâmico imediato das cirurgias de revascularização. O valor isolado do ITB no pre-operatório não e suficiente para prever o sucesso hemodinâmico na cirurgia de revascularização de pacientes com IC dos MMII.