Diretrizes projetuais e instrumentos de avaliação do mobile game Parque das Galáxias criado para desenvolvimento psicomotor das crianças com Síndrome de Down

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: NASCIMENTO, Lízie Sancho
Orientador(a): MARTINS, Laura Bezerra
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Design
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/28354
Resumo: Devido a mobilidade e popularização dos dispositivos móveis e da internet, os mobiles games como são chamados os jogos para esses aparelhos despontam no mercado em 2017 como os mais consumidos. Associado a este fato, acredita-se no pensamento proposto por Vygotsky (1991), em que os jogos proporcionam o desenvolvimento intelectual, social e moral da criança. Portanto, esta pesquisa teve como objetivo elaborar diretrizes projetuais e instrumentos de avaliação do mobile game criado para desenvolvimento psicomotor das crianças com síndrome de Down entre 7 e 12 anos. Dessa forma, ela foi organizada em 3 fases: estabelecimento das diretrizes projetuais, elaboração do jogo e sua avaliação. O mobile game, Parque das Galáxias, foi desenvolvido a partir do modelo de game document design de Schuytema (2008), das diretrizes de acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual da AbleGamers Foundation (2012), das características e limitações das crianças com síndrome de Down, da pesquisa realizada por Prena (2014) sobre as preferências de videogames por esse público e dos manuais de desenvolvimento de aplicativos para os sistemas operacionais iOS e Android. Este jogo tinha como objetivo além de auxiliar as crianças no seu desenvolvimento psicomotor e social, também verificar a usabilidade e acessibilidade dos comandos gestuais presentes nesses dispositivos. Para tanto, foram elaboradas 3 avaliações de usabilidade e acessibilidade, das quais duas visavam validar o jogo para o uso e teste com o público-alvo. Logo, a primeira aplicada foi baseada nas heurísticas elaboradas por Breyer (2008) associadas as diretrizes de acessibilidade propostas pela associação AbleGamers Foundation (2012). A segunda, no percurso cognitivo de Preece, Sharp e Rogers (2007) com profissionais da saúde. E a terceira, ainda como sugestão, utiliza o método sugerido por Macedo et al. (2015) associado a avaliação de controles da ISO 9241. Assim, através das duas primeiras avaliações observou-se que analisar um jogo ainda na sua fase inicial por meio de um protótipo com fichas foi de grande valia, pois os resultados obtidos puderam redirecionar não só a interface do jogo quanto da própria narrativa e mecânicas, tendo em vista o feedback das profissionais de saúde e dos designers. Outro resultado relevante percebido, foi de que a utilização de muitas heurísticas dificulta a avaliação, devido o cansaço que provoca e por ser mais adequado como um check-list para o desenvolvimento do que método para análise. Além disso, demonstrou-se a importância da segunda reunião com os avaliadores, pois eles puderam discutir melhor as questões quanto a gravidade dos erros e dificuldade de correção. Por fim, objetiva-se na próxima fase adequar o jogo aos requisitos mencionados, testá-lo novamente com especialistas, para submetê-lo as crianças com síndrome de Down, a fim de identificar facilidades, dificuldades e deficiências no uso dos mobile games por elas e estabelecer recomendações para elaboração de jogos que atendam este público.