Bebidas alcoólicas durante a lactação e seus efeitos na nutrição e metabolismo : estudo em ratos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Goretti Pessoa de Araújo Burgos, Maria
Orientador(a): Martins Bion, Francisca
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9038
Resumo: O Consumo de bebidas alcoólicas por lactantes vem despertando a atenção dos profissionais de saúde, com muitas perguntas ainda sem respostas, tanto na nutrição como no metabolismo.Objetivou-se estudar os efeitos nutricionais do consumo de etanol, na forma de bebida destilada e fermentada, associado a uma dieta constituída por alimentos habituais do Nordeste brasileiro. Foram utilizadas 30 ratas Wistar, lactantes, e 240 filhotes divididas em 05 grupos, com suas respectivas ninhadas, sendo feita uma padronização (08 filhotes) no segundo dia de vida. Os animais receberam uma única dieta equilibrada, à base de feijão carioquinha, arroz polido, frango, farinha de mandioca e óleo de soja, com um teor protéico de 18%. À ração, foram adicionados diferentes líquidos, conforme o esquema experimental: G1-água destilada;G2-solução hidroalcoólica á 5%;G3- Solução de maltodextrina, substituindo as calorias do álcool ;G4- cerveja com etanol á 5%;G5- Solução de maltodextrina, substituindo as calorias da cerveja. Durante 12 dias analisou-se o consumo alimentar e calórico, a ingestão líquida e etílica, e o percentual de mortos por devoramento e por outras causas. No final do período procedeu-se a retirada do leite materno, para análise (PTN, CH, Lipídeos, sódio, potássio) e do sangue das mães e RNs (Glicose, Colesterol, HDL-C, LDL-C, TG, PTN, Albumina, Vitamina A). Foi determinado o peso relativo do fígado / rim das mães e fígado/ rim / cérebro / coração dos RNs e, em todos os grupos, analisou-se a gordura da carcaça. Foram utilizados os testes de Mann-Whitney, Locrank e o teste de duas proporções, para análise estatística. Os resultados indicam que, no Grupo Alcool, ocorreu, nas mães, perda de peso, a partir do 12º dia, reduzida ingestão hídrica, maior consumo alimentar, no 4º dia, elevação do potássio no leite materno e no peso do rim e redução dos teores de vitamina A circulante. No grupo cerveja foi constatado, nas mães, maior peso durante os 12 dias, aumento acentuado da ingestão hídrica e alcoólica, maior alcoolemia, no 12º dia, elevação nos teores de lactose do leite materno, da proteína do plasma e da gordura da carcaça, além de redução de vitamina A circulante. Nos RNs, as bebidas alcoólicas provocaram: tendência a maior ganho em peso e gordura corporal, com cerveja, além de redução no tempo de aparecimento de pêlos e de abertura dos olhos, da glicose e do LDL-C. O Grupo Alcool apresentou curva ponderal semelhante ao controle, aumento do peso do rim e cérebro, atraso na abertura dos olhos, maior percentual de mortos/devorados, redução de glicose e LDL-C. Conclui-se que as bebidas alcoólicas com teores reduzidos de etanol, durante a lactação, podem ocasionar graves alterações no comportamento, nutrição e metabolismo das mães, comprometendo o desenvolvimento normal dos RNs, além de elevar a morbi-mortalidade