Ecologia comportamental de Saimiri sciureus na Floresta Atlântica e propagação de vocalizações de quatro primatas brasileiros em diferentes biomas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: CAMPÊLO, Anielise da Conceição
Orientador(a): BEZERRA, Bruna Martins
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia Animal
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/31375
Resumo: Os macacos-de-cheiro (Saimiri sciureus) são primatas amazônicos que possuem uma plasticidade comportamental que os permite habitar uma diversidade de ambientes. Embora eles tenham sido introduzidos na Mata Atlântica em 1980, poucos são os estudos que visam verificar se esta espécie está adaptada e os possíveis impactos a este bioma. Este trabalho teve como objetivo elucidar aspectos comportamentais e ecológicos do macaco-de-cheiro em um fragmento de Mata Atlântica, bem como comparar a eficiência da propagação da sua vocalização com a de três primatas do nordeste do Brasil (Callithrix jacchus, Sapajus flavius, S. libidinosus) em três biomas. Os macacos-de-cheiro apresentaram uma dieta composta basicamente por frutos de espécies exóticas, utilizaram o estrato mediano da floresta (4-9 m) e locomoção e forrageio foram os comportamentos mais frequentes. Não foi possível verificar uma resposta acerca da eficiência da vocalização de cada espécie em seu determinado hábitat natural, todavia verificou-se que na Amazônia os parâmetros acústicos de todas as espécies foram melhor preservados. Portanto, sob o aspecto comportamental e ecológico, identificamos que o macaco-de-cheiro tem ajustado seu padrão de atividade, dieta e uso do hábitat em uma área fora de sua distribuição geográfica natural em virtude de uma possível redução da disponibilidade de recursos e aumento da disponibilidade de recursos exóticos. Sobre os aspectos vocais, os resultados não indicaram que o macaco-de-cheiro necessariamente apresentam maior eficiência de comunicação em seu bioma de distribuição natural.