Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Interaminense, Patricia Guimarães |
Orientador(a): |
Pedrosa, Maria Isabel Patrício de Carvalho |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Psicologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/16070
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Resumo: |
Sob o olhar sociointeracionista e com o apoio da perspectiva da Rede de Significações, a criança é compreendida como ativa construtora de seu desenvolvimento, sendo instada a interpretar seu entorno, criando uma versão sobre objetos e acontecimentos sociais que lhe afetam. A família é um objeto social relevante para a criança uma vez que se constitui como seu primeiro e mais próximo contexto de desenvolvimento. Este objeto é constantemente transformado por mudanças socioculturais e por rupturas de desenlaces que implicam novas configurações familiares. Como qualquer outro membro familiar a criança elabora novos sentidos frente às diferentes realidades. A presente investigação objetivou perscrutar significações sobre família em crianças de 5 a 11 anos, entre estas, crianças cujos pais estão em litígio na justiça por disputa de guarda ou regulamentação de visitas, no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJ-PE). Participaram da pesquisa 41 crianças, sendo 25 meninos e 16 meninas. Do total de participantes, oito foram crianças indicadas pelo Tribunal de Justiça, com a aquiescência da família, para constituírem as crianças focais deste estudo. As demais crianças foram convidadas a compor a situação coletiva de observação, usando-se o critério de pertencerem ao ciclo de amizade escolar das primeiras, a partir da indicação das professoras. Portanto, para cada criança focal existiram três, quatro ou cinco parceiros privilegiados, que compuseram as oito oficinas de brincadeiras para planejarem encenações teatrais sobre família. Em seguida, cada criança, individualmente, foi instada pela pesquisadora a conversar sobre família a partir de dois desenhos que lhe eram solicitados: o primeiro sobre “uma família”; e o segundo sobre “sua família”. Os resultados obtidos com as duas situações, a coletiva e a individual, mostram que as crianças consideram pertinentes à família diversos arranjos, como, por exemplo, famílias nucleares, monoparentais, recasadas ou extensas. Evidencia-se também que as relações familiares são predominantemente manifestações de cuidado, proteção e vinculação afetiva. Quanto à vivência de conflitos conjugais na família, das oito crianças focais quatro expressaram sentimentos de descontentamento ou revelaram indícios desse sentimento. Entretanto, ressalta-se que, mesmo diante das dificuldades decorrentes do conflito, no percurso cotidiano, essas crianças constroem novos sentidos de família, mas preservam seu papel primordial de cuidado, afeto e lugar de pertencimento. |