Estudos morfoanatômicos em folhas de espécies do semiárido brasileiro : uma visão ecológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: ACCIOLY, Aryane do Nascimento
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Biologia Vegetal
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/47051
Resumo: Alta intensidade luminosa, altas temperaturas e períodos de déficit hídrico são os principais fatores abióticos capazes de promover ajustes estruturais nas plantas. Em regiões semiáridas, a exemplo da Caatinga, esses fatores estão relacionados diretamente com a composição florística. Por vezes, espécies vegetais que coexistem em ambientes estressantes como a Caatinga tendem a desenvolver estratégias adaptativas semelhantes, gerando uma convergência adaptativa. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo principal a realização de uma revisão sistemática sob a ótica da anatomia foliar, visando traçar o conjunto de caracteres morfoanatômicos e o possível estabelecimento de correlações dentre esses caracteres para as plantas na Caatinga. Para isso foram realizadas buscas sistemáticas em bases de dados bem como a construção de matrizes. Foram coletados dados de 64 espécies distribuídas em 23 famílias botânicas. Nossos resultados demonstraram que caracteres morfoanatômicos como epiderme unisseriada (96,6%), tricomas (81%), parênquima lacunoso multiestratificado (76,7%), cristais (76,2%), cutícula (74,6%), mesofilo do tipo dorsiventral (72,9%), folha anfiestomática (62,7%) e parênquima paliçádico uniestratificado (40,4%) são os mais reportados para a Caatinga dentre as espécies analisadas. Além disso, a localização dos estômatos acima ou a mesmo nível das células epidérmicas teve maior ocorrência (92,6%) entre as espécies quando comparada com estômatos afundados em criptas e/ou sulcos (7,4%). Correlações positivas entre a espessura dos tecidos do mesofilo, epiderme e cutícula foram observadas. A análise de ordenação demonstrou que cutícula conspícua, parede anticlinal da célula epidérmica adaxial e abaxial reta e/ou sinuosa, hipoestomatia, anfiestomatia, mesofilo dorsiventral, mesofilo isobilateral, tricomas tectores e glandulares, cristais, esclerênquima, colênquima, parênquima paliçádico uniestratificado, biestratificado e/ou multiestratificado, parênquima lacunoso uniestratificado, biestratificado e/ou multiestratificado compõem o conjunto de caracteres mais compartilhados entre as espécies aqui avaliadas, o que caracteriza uma possível convergência adaptativa. A partir dessa revisão foi possível traçar o conjunto de estratégias morfoanatômicas mais compartilhadas entre as espécies analisadas e, adicionalmente, o estudo dessas estratégias permitiu discutir a relevância desses caracteres para um ambiente semiárido.