Desenvolvimento e caracterização de arcabouços a base de quitosana e alginato para cultura de células vero

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: SANTOS, Abraão Ítalo Lima dos
Orientador(a): AMORIM, Rosa Valéria da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Morfotecnologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/42436
Resumo: Arcabouços são estruturas que simulam a matriz extracelular e podem ser utilizados como novos suportes em culturas de células, revelando vasta aplicação para a engenharia de tecidos. O principal objetivo do presente trabalho foi desenvolver e caracterizar arcabouços à base de quitosana (Qs) e alginato (Alg) e avaliar a biocompatibilidade desses em cultura de células Vero. Para obtenção de arcabouços funcionais foram utilizados os biopolímeros de Qs e Alg, tendo sido alterada as diversas características dentre as formulações estudadas, como as concentrações dos polímeros (0,5% a 1,5%), as proporções entre eles (1:1, 2:1, 1:2) e o peso molecular da Qs. Os arcabouços foram caracterizados por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), microscopia eletrônica de varredura (MEV) e grau de intumescimento. A biocompatibilidade foi avaliada através de um ensaio de adesão com células Vero. De acordo com os resultados, o FTIR demonstrou que a despolimerização altera o espectro de absorbância da Qs a 3294 cm-1 referente aos alongamentos de –OH, mas não altera seus picos característicos de amina primária, nem seu grau de deacetilação. Em função do tipo de arcabouço produzido, a MEV revelou alterações no tamanho da população predominante de poros das amostras, que variaram de 10 a 600 μm. A capacidade de intumescimento da maioria das amostras foi maior em pH ácido (1,4), em comparação com outras faixas de pH (6,93 e 7,2). Os arcabouços Qsdp 1% Alg 1% (1:2) e Qsdp 0,5% Alg 0,75% Qsdp 0,5% demonstraram bons resultados nos ensaios de MEV e intumescimento, sendo escolhidos como suportes para o ensaio de adesão com células Vero e revelaram ótima biocompatibilidade. Assim, arcabouços de Qs e Alg se demonstram ser uma boa alternativa para cultivo de células VERO em ambiente tridimensional apresentando, também, grande potencial como curativos.