Criptococose : determinação do perfil clínico-demográfico de pacientes com AIDS atendidos em unidades de saúde pública de Pernambuco

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Ertênia Paiva
Orientador(a): LIMA NETO, Reginaldo Gonçalves de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Biologia de Fungos
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/42007
Resumo: A Cryptococose é uma micose causada por Cryptococcus. No Brasil essa infecção não é notificação obrigatória, e as autoridades de saúde pública não podem determinar a mobimoridade. O objetivo deste trabalho foi diagnosticar e caracterizar o perfil línicoepidemiológico e demográfico da criptococose em pacientes internados em dois hospitais públicos terciários em Nordeste do Brasil. O estudo foi dividido em três momentos: 1) Isolamento do fungo e diagnóstico de amostras biológicas coletadas entre 2017 e 2019, 2) Descrição das características epidemiológicas e sociodemográficas dos prontuários e 3) Testes experimentais: perfil de suscetibilidade in vitro, identificação pelo MALDI-TOF MS, e recombinação genética através do PCR ERIC. Dos 100 pacientes avaliados, 24 (24,5%) foram diagnosticados com criptococose baseado na cultura positiva. A análise clínicoepidemiológica mostrou a maior prevalência em homens entre 30 e 39 anos. A neurocriptococose foi a forma clínica mais prevalente, a febre foi o sinal clínico mais relatado. O líquido cefalorraquidiano mostrou positividade em 100% das amostras. A taxa de mortalidade neste estudo foi menor em relação as outras literaturas. O antifungigrama apresentou 20 (83,33%) isolados suscetíveis à anfotericina B, 15 (62,5%) para o fluconazol, e 17 (71%) para nitrotiophene-tiossemicarbazone. A espectrometria de massa identificou 100% dos isolados. A técnica ERIC-PCR foi 100% eficaz nas análises. Os dados obtidos nesta pesquisa poderão contribuir para o conhecimento dessa micose no Brasil, além de servir de base para futuros estudos epidemiológicos globais.