Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
RODRIGUES, Emanuelle Gonçalves Brandão |
Orientador(a): |
BRONSZTEIN, Karla Regina Macena P. Patriota |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Comunicacao
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/17278
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Resumo: |
A relação entre religião e empreendedorismo é a discussão que norteia este trabalho, em especial quando desta se vê emergir um discurso mercadológico sobre os afetos vinculados ao mundo corporativo. Ideias como “amor inteligente” ou “casamento-empresa” nos abriram os olhos para uma reestruturação das práticas discursivas da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD): para além da esfera empresarial, o ato de “empreender” passa a ser difundido na igreja, através de um tipo peculiar de pedagogia, como modo de agir em todos os âmbitos da vida, em especial nas relações afetivas. Renato e Cristiane Cardoso, os “professores do amor”, ensinam, através do próprio exemplo e de lições didáticas – características “herdadas” da IURD, instituição a qual são vinculados – como alcançarmos a felicidade na relação a dois e como ela pode nos tornar produtivos em outros âmbitos, como educação e trabalho, principalmente. Partimos da hipótese que a religião tem sido cada vez mais afetada pela cultura empreendedora, de modo tal que até mesmo os afetos passam a ser compreendidos sob a ótica da racionalidade. Nossa proposta central é discutir a relação entre empreendedorismo e religião no contexto moderno por meio de uma análise sociodiscursiva e de trajetória de vida das narrativas do casal Cardoso e de seus seguidores, todas difundidas nos programas da Escola do Amor, nas reuniões da Terapia do Amor, na igreja, e nos livros do casal. O que nos parece mais latente, ao concluir essa pesquisa, é a concepção de vida como projeto de autorrealização, no qual o indivíduo, em sua condição autorreflexiva, orienta suas ações a partir de modelos ideais de felicidade perpetuados por agentes sociais e religiosos. |