Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
SOUSA, Stephane Mariana Cunha Lima de |
Orientador(a): |
LEITE, Maria de Jesus Britto |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso embargado |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Desenvolvimento Urbano
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/55336
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Resumo: |
Agregando à problematização do lugar social dos negros na construção dos espaços urbanos das cidades brasileiras, a presente pesquisa investiga as razões que contribuem para as formas como os espaços livres públicos são apropriados e percebidos pelos usuários, de acordo com sua etnia, fazendo uma reflexão acerca do comportamento desses usuários em cidades de médio porte. Para isso, o estudo possui como objeto empírico os espaços livres públicos do Centro Histórico da cidade de Campina Grande-PB, o Calçadão Cardoso Vieira, a Praça da Bandeira e a Praça Clementino Procópio. Considerando as dinâmicas do espaço urbano como reflexo das relações sociais, a história social dos negros se confunde com a construção do racismo ambiental nas cidades brasileiras. Aspectos subjetivos permitem a reflexão acerca dos códigos simbólicos embutidos nos motivos que determinam a percepção dos usuários dos espaços estudados, sob um recorte racial. Para tal, esse estudo foi desenvolvido em quatro etapas: i) construção bibliográfica do negro no espaço urbano brasileiro e a relação do racismo com a subjetividade; ii) diagnóstico dos atributos históricos e físico-espaciais do objeto de estudo e seu entorno; iii) análise das formas de apropriações dos usuários dos espaços livres públicos, de acordo com suas etnias; e iv) leitura comportamental do sujeito negro no espaço, de acordo com as percepções dos fenômenos. A partir da pesquisa, foi possível observar uma supremacia de pessoas brancas na apropriação dos espaços livres públicos, em detrimento dos indivíduos negros, porém, os usuários geralmente não têm essa percepção da segregação existente nesses espaços. Assim como na sociedade brasileira, o racismo ambiental existente nos locais estudados perdura de forma velada, sem a percepção da população, mas ele existe. |