Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
SILVA, José Matheus Lira da |
Orientador(a): |
MELLO, Sérgio Carvalho Benício de |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Desenvolvimento Urbano
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/44444
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Resumo: |
Provavelmente todos já devem ter ouvido falar do célebre “jeitinho brasileiro” e sobre como ele possui impacto na vida cotidiana no Brasil, especialmente em tempos pandêmicos onde engajar socialmente o brasileiro em torno de medidas de mitigação do contágio pela Covid-19 tem se transformado em um desafio tortuoso. Não obstante, o conceito do “jeitinho” surgiu com base nos autores culturalistas e tal conceito foi e vem sendo usado como meio para se compreender o comportamento e o modo de ser dos brasileiros a partir de características que, supostamente, estão diluídas em seus corpos, tais quais a emotividade, a cordialidade e a corrupção. Todavia, ao longo dos anos, a tese culturalista foi se desvelando cada vez mais problemática, uma vez que, com base em Jessé de Souza, percebe-se a sua inclinação à culpabilização do brasileiro por uma herança imutável do colonialismo e na consequente retirada da sua autoestima enquanto povo. Sendo assim, tem-se a necessidade de repensar o “jeitinho” com base na edificação de um novo saber acerca do tema sob a égide dos pensamentos de Michel Foucault. O outrora “jeitinho”, passa agora a ser denominado de “infrapoder”, ou seja, assume a forma de um contrapoder que fora erigido historicamente para combater diretamente o superpoder estrutural. Portanto, com a finalidade de capturar os desdobramentos empíricos desse infrapoder do corpo social brasileiro, empreende-se uma arqueologia dos saberes para possibilitar a ordenação dos discursos que adquirem materialidade diante do contexto pandêmico que acomete o Brasil. Essa ordenação, construída com base em uma Análise do Discurso Foucaultiana, extraiu suas categorias analíticas a partir de um arquivo de pesquisa constituído por dados midiáticos; sendo assim, no curso da análise, obteve-se um escopo de 80 enunciados, 28 funções enunciativas, 18 regras de formação e 11 formações discursivas. Com base na definição e análise extensiva dessas categorias, culmina-se com o estágio final da análise, que resgata todo o escopo que fora descoberto na pesquisa e faz emergir as epistemes que atuam como alicerces para que se compreenda como esse novo jeitinho, teorizado com base em Michel Foucault, impactou no desdobramento das práticas discursivas relativas à subversão da ordem durante a pandemia da Covid-19. |