Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Cybelle Rodrigues Fernandes Porto, Cynthia |
Orientador(a): |
Gomes de Morais, Artur |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/4677
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Resumo: |
O presente estudo se propôs a analisar práticas de ensino de compreensão de leitura e sua possível relação com o desenvolvimento de habilidades de compreensão de leitura nos alunos. Adotamos, em nosso marco teórico, uma perspectiva interacionista de língua, no que concerne aos conceitos de língua, texto, leitor, modalidades e estratégias de leitura, ensino de compreensão e aspectos cognitivos da leitura, tomando por base os estudos da Lingüística Textual e da Psicologia Cognitiva. A pesquisa foi desenvolvida em duas turmas do último ano do Ensino Fundamental I da Rede Municipal de Recife. Como procedimentos metodológicos, adotamos o paradigma de estudo de caso coletivo, para dar suporte à variação da abordagem de ensino de compreensão de leitura em contextos diferentes (Turma 1 e Turma 2), e fizemos uso de observações (12 dias letivos em cada turma), além da aplicação de atividades diagnósticas de leitura, no início e no final do ano escolar, nas quais usamos os quinze itens de avaliação de compreensão de leitura que integram a Prova Brasil. A análise dos dados demonstrou que as práticas das duas professoras eram bastante distintas, de modo que na turma 1 encontramos um ensino mais planejado, que atendia melhor a uma diversidade de gêneros textuais e modalidades de leitura, bem como a um exercício bem mais sistemático e diversificado de estratégias de leitura. A análise dos desempenhos dos alunos indicou que os que estudavam na turma 1 começavam o ano com habilidades de compreensão leitora significativamente superiores aos seus colegas da turma 2 e que tais diferenças se mantiveram ao final do ano. Em nenhuma das turmas o desempenho alcançado ao final do ano foi superior ao registrado no início. Atribuímos esses resultados a diversos fatores, dentre eles: o histórico de aprendizado dos alunos e a oscilação dos níveis de complexidade dos itens da Prova Brasil. Estas evidências nos levam a questionar a ausência de metas claras quanto ao desempenho em compreensão de leitura para o conjunto de alunos que frequentam nossas redes públicas. Também nos parece urgente uma análise rigorosa do nível de complexidade dos itens que, a cada edição da Prova Brasil, avaliam as mesmas habilidades de leitura |