Estratégias terapêuticas na reabilitação de camundongos submetidos à atrofia por desuso

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SILVA, Ayala Nathaly Gomes da
Orientador(a): LIMA, Vera Lúcia de Menezes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Bioquimica e Fisiologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/54694
Resumo: A atrofia por desuso é resultado do desequilíbrio das taxas de síntese e degradação proteica muscular causado pela inatividade. Técnicas da fisioterapia podem reabilitar o quadro de atrofia muscular por desuso. Este trabalho objetivou comparar efeitos de três estratégias terapêuticas na reabilitação de atrofia por desuso em modelo murino. Camundongos albinos suíços machos com e sem imobilização das patas traseiras por 14 dias. Os grupos consistiram em: controles negativo (-) e positivo (+), e 6 grupos de reabilitação, compostos por treinamento resistido (R), treinamento de resistência (Nado) e ultrassom terapêutico (UST). Cada tratamento contou com dois grupos em duas intensidades, tendo sido avaliadas por força e resistência in vivo através da capacidade máxima de carregamento voluntária (CMCV) e nado forçado. Amostras de sangue foram coletadas para dosagem de triglicerídeos, colesterol total, colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-c), e glicose. Marcadores de inflamação e hipertrofia foram quantificados por kits de imunoensaio. A massa corporal e peso úmido de órgãos, músculos e gordura visceral também foram determinados. Os resultados demonstraram que não houve diferença significativa na massa corporal dos animais, mas o peso úmido do fígado foi significativamente menor nos grupos Nado de maior intensidade e UST contínuo em comparação ao controle (-). CMCV foi maior no grupo R de maior intensidade em comparação ao controle (-). Todos os grupos tiveram seu tempo de nado significativamente menor em relação ao controle (-) após atrofia. Porém, os grupos UST contínuo, UST pulsado e R de maior intensidade obtiveram tempo de nado forçado significativamente maior após reabilitação em comparação ao controle (+). IL-6 e IL-13 estiveram mais presentes nos grupos Nado e R independente da intensidade de treino, indicando possíveis vias de estimulação muscular. O teste de nado forçado se mostrou mais sensível que a CMCV para avaliar sequelas do imobilismo e consegue traduzir a capacidade aeróbica de animais quadrúpedes. Treinos de R e Nado ativam vias hipertróficas que se utilizaram da corrente sanguínea para garantir a promover saúde muscular. UST se mostrou eficaz na reabilitação funcional muscular, provavelmente por ativação de vias locais, porém seus mecanismos foram pouco esclarecidos.