A Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Universidade Federal de Pernambuco : um olhar dos primeiros egressos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Nascimento, Hercília Melo do
Orientador(a): Simões, José Luís
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/12847
Resumo: O presente estudo buscou compreender a Residência Multiprofissional em Saúde da Família da Universidade Federal de Pernambuco e as relações de poder instituídas na formação de trabalhadores. A Residência Multiprofissional será apresentada a partir do olhar de oito residentes egressos, no sentido de conceber a potência das narrativas e entender o tempo presente de sua instituição. Para aprofundamento da pesquisa, o itinerário de análise foi concebido em três dimensões: práticas pedagógicas, práticas de gestão e práticas do cuidado. A teoria de Bourdieu se constituiu como arcabouço teórico para discutir a formação profissional sob o ponto de vista crítico, tendo em vista os investimentos crescentes do Governo Federal na modalidade. As práticas vivenciadas na formação da primeira turma estiveram permeadas por intencionalidade, mostrando tensões, alianças e contradições. As formulações no curso apontam distintos projetos de saúde, de sociedade e de compromisso dos seus agentes. A dificuldade de integração para o trabalho multiprofissional demonstra também o desafio do Sistema Único de Saúde (SUS) de romper com modelos contra-hegemônicos e de capital social de algumas categorias profissionais. As linhas de força presentes nos campos da educação e da saúde foram perceptíveis nos encontros entre os sujeitos envolvidos, no sentido de manutenção da ordem, da acumulação de capital e de ascensão de posições no espaço social. As relações de poder existentes no exercício da educação permanente são oriundas de oportunidades educativas desiguais e do reconhecimento de níveis mais sofisticados de titulação. Ressalta-se, assim, a necessidade de instituir espaços com maior possibilidade de formação de agentes transformadores, com um novo habitus profissional, visando o fortalecimento do SUS e a consecução de práticas que atendam as necessidades da população.