Compreensão dos impactos de diferentes estratégias de supervisão em exercícios domiciliares na cognição de idosos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: SILVA, Juliana Daniele de Araújo
Orientador(a): PIRAUÁ, André Luiz Torres
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Educacao Fisica
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/47223
Resumo: O presente trabalho contempla dois artigos: uma revisão sistemática (artigo 1) e um artigo original (artigo 2). O artigo 1 visou sumarizar a literatura sobre os efeitos de programas de exercícios domiciliares na cognição de idosos. Foi feito levantamento nas bases de dados PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde, Science Direct, Scielo e Scopus de junho a outubro do ano de 2021. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados com programas de exercícios físicos domiciliares aplicados em idosos, com o objetivo de avaliar desfechos cognitivos nesta população. Foram excluídos estudos onde a intervenção foi realizada não apenas em ambiente domiciliar e/ou que combinavam exercícios com treinamento cognitivo virtual, como também que não avaliaram funções cognitivas, mas sim pontuações de escalas de distúrbios neuropsiquiátricos e semelhantes. A pontuação na escala PEDro foi utilizada para avaliação do risco de viés. Um total de 5 estudos, heterogêneos em relação à condição da amostra e diversos fatores, foram incluídos na síntese qualitativa, com pontuação média de 7 pontos e um desvio padrão de ± 1,9 na escala PEDro. Foi identificado que os estudos apontam para a promoção benéfica do treinamento domiciliar sobre diferentes aspectos da cognição de idosos. Contudo, devido a questionável qualidade metodológica e ao número reduzido de artigos, a extrapolação dos resultados deve ser analisada com cautela. Já o artigo 2 objetivou comparar dois programas de exercícios domiciliares estruturados, supervisionado virtualmente e minimante supervisionado, sobre os efeitos na cognição de idosos. Participaram de um programa de exercícios domiciliares de 12 semanas com supervisão virtual, por videochamada, ou minimamente supervisionado, 38 idosos comunitários sem comprometimento cognitivo, físico e/ou condições de saúde limitantes para participar da intervenção. Os desfechos foram a velocidade de processamento pelo teste de trilhas A e B, controle inibitório pela pontuação de interferência no Stroop test; e fluência verbal, pelo teste de fluência verbal categoria animal. Foi feita análise de modelos mistos por simetria composta ajustados por idade, sexo e escolaridade, considerando intervalos de confiança (IC) a 95% e um nível de significância de 5%. Em caso de observação de efeito, foi escolhido o teste post-hoc de Sidak. Os dados omissos foram tratados por imputações múltiplas de até 5 níveis. Os participantes foram randomizados (81,6% mulheres, idade média de 68,39 ± 6,48 anos, massa corporal média de 69,82 ± 12,15 kg, altura média de 1,59 ± 0,06 m, índice de massa corporal médio de 27,82 ± 4,88 kg/m2; e 94,7% com mais de 12 anos de estudo). Os resultados principais não mostraram efeito estatisticamente significativo da supervisão virtual entre os grupos com supervisão virtual e minimamente supervisionado (p>0,05). Na comparação intra-grupos, alteração estatisticamente significativa foi observada apenas na redução do número de acertos na pontuação de interferência do Stroop test para o grupo minimamente supervisionado (-1,65, IC 95% = -3,20 a -0,09). Por fim, o estudo original concluiu que a participação em um programa de exercícios domiciliares com supervisão virtual não promove ganhos cognitivos adicionais ao programa de exercícios domiciliares minimamente supervisionado em idosos sem comprometimento na função cognitiva.