Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
de Souza Luna, Josiane |
Orientador(a): |
Euzébio Goulart Sant Ana, Antônio |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
|
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Não Informado pela instituição
|
Palavras-chave em Português: |
|
Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9559
|
Resumo: |
O estudo dos componentes de plantas guiado por bioensaios tem sido adotado por ser um caminho rápido e seguro para a obtenção dos princípios ativos. A utilização de produtos naturais para o controle de pragas e para o tratamento e cura de doenças não é uma técnica recente, já que seu uso era comum antes do advento dos produtos sintéticos. No presente trabalho relatamos os resultados dos testes biológicos para a verificação das atividades larvicida frente à larva do mosquito Aedes aegypti Linnaeus 1762, moluscicida com o caramujo Biomphalaria glabrata Say e toxicidade frente à larva da Artemia salina Linnaeus dos extratos brutos das seguintes plantas: Spondias mombin L. (sementes), Annona muricata L. (folhas), Marsdenia altissima Jacq. Dugand (casca do caule), Bauhinia cheilantha Bong. Steud. (caule, folhas e raiz), Bursera leptophloeos Mart. (caule), Caesalpinia echinata Lam. (folhas e caule), Caesalpinia ferrea Mart. (folhas), Caesalpinia pyramidalis Tul. (folhas e caule), Operculina macrocarpa (Linn) Urb. (tubérculo), Anadenanthera macrocarpa (Benth.) Brenan (casca do caule), Dioclea virgata (Rich.) Amshoff (folhas), Ocotea glomerata (Nees.) Mez. (casca do caule, caule e folhas), Eugenia uniflora L. (folhas e caule), Piper arboreum Aublet. (folhas) e Zizyphus joazeiro Mart. (caule). O extrato das folhas da espécie A. muricata mostrou a melhor atividade frente ao caramujo B. glabrata: CL10 = 6,16 g.mL-1; CL50 = 17,57 g.mL-1; CL90 = 73,04 g.mL-1, às larvas do mosquito A. aegypti: CL10 = 11,13 g.mL-1; CL50 = 28,52 g.mL-1; CL90 = 50,13 g.mL-1 e à A. salina: CL10 = 0,10 g.mL-1; CL50 = 0,48 g.mL-1; CL90 = 2,27 g.mL-1) e foi por isto selecionado para estudo fitoquímico. O estudo fitoquímico do extrato das folhas da A. muricata conduziu ao isolamento do fitoesteróide -sitosterol e das acetogeninas anossenegalina, xilomaticina, bulatanocina, anomontacina, anonacina, goniotalamicina e isoanonacina. As acetogeninas isoladas foram ativas no caramujo B. glabrata e nas larvas do mosquito A. aegypti. A ação moluscicida das acetogeninas é aqui descrita pela primeira vez. Annona muricata foi testada ainda contra a traça-das-crucíferas Plutella xylostella (Linnaeus) e sua avaliação sazonal foi determinada. O extrato da planta coletado no mês de outubro foi o mais ativo com 100% de mortalidade na concentração de 5 mg/mL. Numa segunda fase do trabalho foi realizada a reavaliação estrutural dos compostos denominados emotinas A, B, F, I, emotinol-1 e emotinol-2 obtidos da espécie Emmotum nitens (Benth.) Miers utilizando dados de espectroscopia de ressonância magnética nuclear Unidimensionais e bidimensionais. A emotina I foi ativa no frente ás larvas do mosquito A. aegypti e apresentou ainda aitividade antioxidante. Na terceira parte do trabalho foi realizado o estudo fitoquímico com o extrato etanólico da casca do caule da espécie Ximenia americana L.. Guiado pelo bioensaio da atividade antioxidante com o radical DPPH. Esse extrato mostrou uma porcentagem de inibição de 89,02% na concentração de 0,312 mg/mL. A epicatequina foi isolada como sendo um dos responsáveis pela atividade |