Prevalência da coqueluche e avaliação da reação em cadeia de polimerase em tempo real para seu diagnóstico em adolescentes e adultos com tosse prolongada assistidos em unidades de saúde da rede pública da cidade do Recife

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: PIMENTEL, Analíria Moraes
Orientador(a): SILVEIRA, Vera Magalhães da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/11002
Resumo: A coqueluche em adolescentes e adultos tem sido sub-diagnosticada, sub-relatada e sua real prevalência é subestimada no mundo. Estudos têm demonstrado que 25% dos casos de tosse persistente em adolescentes e adultos estão associados à coqueluche. Diferentes métodos diagnósticos e definição de casos têm sido utilizados nos estudos para estimar a prevalência da coqueluche. No Brasil, não se conhece a real prevalência da coqueluche em adolescentes e adultos e a PCR não é usada de rotina como método diagnóstico na Rede Pública de Saúde. O objetivo deste estudo foi identificar a prevalência e avaliar a frequência da PCR e cultura positiva entre adolescentes e adultos com tosse por mais de 14 e menos de 30 dias assistidos em Unidades de Saúde da Rede Pública da cidade do Recife. Dez unidades ambulatoriais foram selecionadas aleatoriamente do Sistema Público de Saúde. Durante o período do estudo, agosto de 2010 a julho de 2011, a doença encontrava-se em período interepidêmico na Cidade do Recife. Preencheram os critérios de inclusão, 192 indivíduos maiores de 10 anos e adultos atendidos nas Unidades selecionadas. Todos realizaram cultura e PCR para pesquisa de Bordetella pertussis bem como os contatos dos casos positivos de coqueluche. A média de idade foi de 40,7 anos, variando de 10 a 84 anos, com um desvio-padrão ± 17,8 anos. Entre eles, 55,7% (107/192) eram maiores de 40 anos de idade, 27,6% (53/192), entre 20 e 39 anos e 16,7%, de (32/192) 10 a 19 anos. Apenas 10 dos 192 casos suspeitos informaram seu estado vacinal. Esses indivíduos tinham entre 10 e 19 anos de idade e informaram ter realizado esquema completo da vacina anticoqueluche. Entre esses indivíduos, um teve o diagnóstico confirmado por cultura e PCR e outro, por PCR. Dos 192 suspeitos, 70,0% (134/192) eram do sexo feminino, 89% tinham tosse com duração de 14 a 21 dias, 21 (11%) mais de 21 dias e 110 (57,29%) preencheram os critérios clínicos de caso de coqueluche. A coqueluche foi confirmada em 10 casos dos 192 suspeitos da doença com prevalência de 5,21% IC (2,03 a 8,38). Entre os confirmados, cinco foram casos primários, quatro coprimários, um secundário e, entre eles, cinco foram casos índices que levaram à identificação de cinco novos casos. A PCR permitiu diagnosticar 100% dos casos, a cultura 10% (1/10) e vínculo epidemiológico, 30% (3/10). Todos os confirmados por PCR e por vínculo epidemiológico preencheram o critério clínico de definição de caso de coqueluche do CDC. Concluímos que, mesmo em período interepidêmico, a coqueluche pode ser identificada como importante causa de tosse prolongada entre adolescentes e adultos. A PCR pode aumentar o número de casos confirmados, particularmente quando é utilizada em conjunto com a cultura, para confirmação diagnóstica, mesmo quando coletados entre o 14º e 30º dia após o início dos sintomas.