Modelo de resposta à intervenção para a identificação precoce dos transtornos de aprendizagem em escolares no ciclo de alfabetização
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
UFPE Brasil Programa de Pos Graduacao em Saude da Crianca e do Adolescente |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32319 |
Resumo: | O período de alfabetização exige que a criança tenha consolidado competências cognitivas e linguísticas importantes para a aprendizagem da leitura e da escrita. Devido à importância desse período, estudos concentram-se em entender as dificuldades inerentes a essa etapa, tanto do ponto de vista do aluno que não aprende quanto dos desafios impostos ao alfabetizador. Nesse sentido, o modelo de Resposta à Intervenção propõe auxiliar na identificação precoce dos transtornos de aprendizagem, pois combina avaliação e intervenção com habilidades consideradas como preditoras para a aprendizagem. O objetivo desta tese é analisar a efetividade do modelo de resposta à intervenção para a identificação precoce dos transtornos de aprendizagem em escolares no ciclo de alfabetização. Participaram da pesquisa escolares na faixa etária entre 7 e 9 anos, matriculados no ciclo de alfabetização e suas respectivas professoras. Os escolares foram divididos em grupo controle e grupo experimental. A coleta de dados ocorreu em três fases. Na fase I (rastreio universal), foram avaliadas habilidades cognitivo-linguísticas dos escolares (n=88). Na fase II (intervenção coletiva), realizou-se a intervenção com duas professoras e suas respectivas turmas, compondo o grupo experimental (n=34). Ao final de cada encontro, as professoras responderam a uma entrevista semiestruturada. Após a intervenção, todas as crianças do grupo experimental e controle foram reavaliadas. Na fase III (intervenção secundária), as professoras indicaram os escolares do grupo experimental que, mesmo após a intervenção coletiva, permaneceram com dificuldades (n=6). Esses escolares receberam a intervenção secundária em 10 encontros e foram reavaliados. A fase I e II compõem a primeira camada, e a fase III constitui a segunda camada do modelo de Resposta à Intervenção. Os resultados da fase I revelaram que o instrumento de avaliação não foi sensível para identificar as crianças em risco para os transtornos de aprendizagem, uma vez que os participantes obtiveram baixo rendimento nos testes, sendo adotado o critério de indicação das professoras daquelas crianças com maiores dificuldades de aprendizagem para compor o grupo que foi submetido à segunda intervenção. Os resultados da fase II foram averiguados por meio da análise de conteúdo da fala das professoras sobre as intervenções realizadas em sala de aula. Tal análise possibilitou a identificação de três categorias temáticas: 1. Desafios do ciclo de alfabetização; 2. Estratégias facilitadoras da aprendizagem da leitura e escrita; e 3. Contribuições da intervenção para o processo de alfabetização. Após a intervenção, todos os grupos foram reavaliados e os resultados foram comparados. Foi verificada diferença significante apenas em habilidades mais gerais, como escrita do alfabeto e cópia de formas. Na fase III, os resultados do pequeno grupo revelaram avanços em habilidades relacionadas à consciência fonológica e ao processamento fonológico. Conclui-se que o modelo de Resposta à Intervenção foi efetivo para a identificação precoce das crianças em risco para os transtornos de aprendizagem, quando associado ao critério de indicação das professoras. No entanto, são necessários maiores investimentos para desenvolver novos instrumentos de rastreio a fim de viabilizar a identificação precoce dos transtornos de aprendizagem, bem como novos estudos de intervenção com a colaboração dos professores. |