Relações entre vivências negativas, ansiedade matemática e procrastinação em estudantes de pedagogia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: SANTOS, Diogo Emmanuel Lucena dos
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Psicologia Cognitiva
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/43597
Resumo: A formação em Pedagogia enfrenta diversos desafios, dentre eles o de preparar o estudante ao exercício crítico da docência e superar as dificuldades no ensino e na aprendizagem da Matemática. Esta pesquisa investigou como a ansiedade matemática, as vivências negativas e a procrastinação se relacionam e afetam o fazer acadêmico de estudantes da Licenciatura em Pedagogia em relação à matemática. Participaram inicialmente 119 estudantes de Pedagogia, de ambos os sexos, entre 16 e 58 anos, matriculados em universidades públicas e privadas, entre o 1o e o 10o períodos. Destes, 60 estudantes responderam às três escalas usadas na investigação. Estes foram alocados em três grupos relacionados às experiências curriculares voltadas à matemática: G1- aqueles que não cursaram nenhuma disciplina teórica (15 estudantes); G2- aqueles que cursaram disciplinas teóricas (30 estudantes) e G3- aqueles que passaram por disciplinas teóricas e práticas (estágio curricular) (15 estudantes). A coleta dos dados foi realizada de modo remoto em duas etapas. A Etapa 1 consistiu no preenchimento da Escala de Ansiedade à Matemática (EAM-PED), Escala de Vivências Acadêmicas Negativas em relação à Matemática (EVAN-PED), e Escala de Motivos de Procrastinação Acadêmica em relação a Matemática (EMOP-MAT). A Etapa 2 consistiu na realização de entrevista semiestruturada com os participantes que atingiram pontuações de extrema ansiedade. Dos seis contatados apenas dois retornaram o e-mail e participaram nessa etapa, que tinha por objetivo resgatar as narrativas em relação à Matemática. Os resultados obtidos dos 119 participantes permitiram a realização de Análise Fatorial Exploratória (AFE) na EAM-PED: teste de KMO (0,938) e o teste de esfericidade de Bartlett (<0.001). Os valores do Alpha de Cronbach (0.98) e da variância explicada (0.744) indicam que os itens da EAM-PED apresentam confiabilidade na aplicação. Em relação às variáveis investigadas, os resultados apontam correlação positiva e significativa entre ansiedade matemática e vivências negativas experienciadas em aulas de matemática nos Ensinos Fundamental (Anos Iniciais e Finais), e Médio. No que concerne ao Ensino Superior, a ansiedade matemática parece estar relacionada ao histórico e às lembranças advindas de momentos traumáticos dessas vivências negativas nos anos escolares se associando a comportamentos procrastinatórios, reflexo dessas dificuldades existentes. A procrastinação se relacionou de forma negativa com ansiedade matemática no que diz respeito às tarefas matemáticas; por outro lado ao investigar os motivos pelos quais os estudantes procrastinam esse tipo de tarefa, há relação positiva com a ansiedade matemática, visto que esses motivos se caracterizam pelos desconfortos presentes na ansiedade matemática. Conclui-se que a ansiedade matemática em estudantes de pedagogia apresenta relação com as vivências negativas presentes desde os anos de escolarização, repercutindo em ações em sua formação acadêmica no curso de Pedagogia, sendo motivos para comportamentos procrastinatórios na hora de cursar, aprender e estagiar disciplinas que apresentem a palavra Matemática.