Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2004 |
Autor(a) principal: |
ALBUQUERQUE, José Francisco de |
Orientador(a): |
LUDERMIR, Ana Bernarda |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8646
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Resumo: |
O estudo teve por objetivo identificar as características da clientela formada por médicos dependentes químicos, atendidos por psiquiatras na cidade de Recife. A dependência de substâncias psicoativas entre médicos é ainda pouco estudada , com escassos registros na literatura, especialmente no que se refere às repercussões na vida pessoal e no exercício profissional dos mesmos. Trata-se de um estudo descritivo do tipo série de casos, onde foram estudados aspectos relativos à pessoa do médico, a sua formação, ao exercício profissional e ao uso de substâncias psicoativas, expressando as respectivas freqüências. A amostra foi constituída por 64 casos após o preenchimento de questionário (elaborado pelo pesquisador), a partir de dados de prontuários médicos. Os achados identificam uma população predominantemente do sexo masculino (75%), com idade média de 46 anos, casados, com renda mensal entre 9 e 20 salários mínimos e com múltiplos vínculos de trabalho, havendo o predomínio do vínculo público. Atuam nas especialidades de Clínica Médica (37,5%), Cirurgia (23,4%), Anestesiologia (21,9%), Ginecologia/Obstetrícia (10,9%) e Psiquiatria (6,3%). As substâncias mais utilizadas são o álcool, os derivados opióides, os sedativos/hipnóticos, cocaína/crack e canabis entre outras. Cerca de 56% usam o álcool há mais de 20 anos, predominando uma freqüência de uso diário. Para as outras substâncias, a freqüência do uso é semelhante porém, o tempo de uso se encontra em até 10 anos. Aproximadamente 85% apresentam problemas no casamento e no exercício profissional, 37,5% sofreram acidentes de trânsito e apenas 7,8% foram notificados junto ao CREMEPE (Conselho Regional de Medicina de Pernambuco). Dentre as dificuldades no exercício profissional constam: trabalhar alcoolizado ou sob efeito de outras substâncias, as faltas ao trabalho e o desvio de medicamentos. A maioria (75%) foi encaminhado para tratamento por iniciativa dos familiares. Considerando a existência de comorbidade associada à dependência de substâncias psicoativas, ressalta-se o diagnóstico do Transtorno do Humor (78,1%), Transtornos Neuróticos/Estresse/Somatoformes (29,7%), Transtorno de Personalidade (14,1%) e Esquizofrenia (1,6%). Os resultados desse estudo, pioneiro no Nordeste, poderão ser importantes para reflexões sobre o tema e servir de subsídios para a implantação de programas de atenção à saúde do médico no Estado de Pernambuco |