Organização do trabalho de famílias agricultoras na comunidade Nossa Senhora de Lourdes, microrregião do Guamá no Nordeste Paraense

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: ALVES, Ketiane dos Santos lattes
Orientador(a): MOTA, Dalva Maria da lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas
Departamento: Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13242
Resumo: Esta pesquisa analisou a organização do trabalho em unidades de produção de famílias agricultoras da comunidade Nossa Senhora de Lourdes, município de Mãe do Rio, Microrregião do Guamá, no Nordeste Paraense, a partir de um contexto de limitações do meio natural. Trata-se de um estudo de caso realizado a partir de abordagens qualitativas e quantitativas, onde os principais instrumentos metodológicos utilizados foram entrevistas, questionários e observação participante. Os dados da pesquisa foram sistematizados e analisados a partir de um recorte teórico que priorizou as categorias de análise: família, divisão de trabalho e exploração do meio natural. As principais conclusões mostram que: i) as famílias se adaptam às condições ecológicas limitantes em que as unidades de produção se encontram, criando alternativas para o desenvolvimento das atividades produtivas através da reconfiguração da gestão dessas unidades e da organização do trabalho de seus membros ii) a saída dos filhos para assalariamento é uma replicação da trajetória de trabalho dos pais. No entanto, até que estes não tenham acesso à terra, haverá uma situação de tensão entre a demanda de mão de obra que a unidade de produção familiar requer, a necessidade dos filhos de obterem renda ―certa‖ tanto para garantir suas condições básicas (roupas, sapatos, etc) como para retorno ao próprio estabelecimento (insumos, ferramentas de trabalho e compra de animais), e a vontade dos pais para que os filhos consigam outras alternativas para seu futuro, uma vez que a unidade de produção não conseguirá manter várias famílias em uma mesma área iii) embora para os agricultores estudados esteja idealizado um modelo de organização do trabalho baseado na geração, idade e sexo dos indivíduos, na prática esta idealização não se sustenta para todo o caso estudado, pois modelos ideais de famílias (casal e os filhos que residem e trabalham na mesma unidade de produção) são questionados com a saída dos filhos para a execução de atividades extra lote (agrícolas e não agrícolas), situação que implica em aumento no esforço de trabalho de alguns membros em detrimento de outros, causando rupturas de papeis culturalmente delimitados.