O heroismo trágico de Aquiles e Augusto Matraga: um estudo de herói grego e do herói cristão, em Homero e Guimarães Rosa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: SILVA, Adriely Cristina Duarte da lattes
Orientador(a): FERRAZ, Antônio Máximo von Sohsten Gomes lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Letras
Departamento: Instituto de Letras e Comunicação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/11485
Resumo: No presente trabalho, discutiremos como se dá o heroísmo trágico, especificamente na obra A Ilíada, de Homero, em diálogo com o conto “A hora e a vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa. O objetivo deste estudo é pensar o herói trágico na literatura, analisando questões ontológicas do humano, como a angústia e seu temor diante do fenômeno da finitude, onde ocorre a ausculta do sagrado nas vozes dos deuses, no tempo e no mundo. O trágico será um ponto essencial a ser apresentado aqui, pois o herói é aquele que, mesmo diante do terror, onde normalmente o coração é possuído pela angústia e desespero humano, permanece diante da finitude. Deste modo, percebemos Aquiles como um herói grego clássico que se caracteriza como trágico pois enfrenta a si mesmo diante do abismo da morte, e Augusto Matraga como um herói cristão trágico, pois é aquele que caminha na trilha da conversão e nesta vereda não teme perder a própria vida. Nesta senda contemplamos um eclodir de conflitos, valores e acontecimentos poéticos. Este trabalho dialoga com autores que discutem em uma perspectiva ontológica o herói, o trágico, a finitude, como Campbell (1949), Heidegger (2010), Kierkegaard (1979), Staiger (1977), Szondi (2004) e outros.