Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
CARDOSO, Rosileide Moraes
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Orientador(a): |
COSTA, Gilcilene Dias da
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pará
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação
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Departamento: |
Instituto de Ciências da Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/10887
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Resumo: |
A presente Dissertação se propõe a pensar a formação e o currículo escolar como arte, criação, invenção em um movimento coletivo com os saberes culturais da comunidade rural de Murutinga, no município de Abaetetuba-PA. As trilhas da pesquisa configuram um currículo-nômade cartográfico pensado como linha de fuga e possibilidade de reinvenção das práticas pedagógicas de sujeitos que vivenciam a comunidade. O que propomos explorar aqui são outros modos de pensar a formação, a linguagem, o currículo, movidos pelos saberes locais dos alunos e professores, ou seja, uma educação “encharcada” de situações e sentidos/experiências formativas. Para a costura da pesquisa, elencamos como objetivos: a) cartografar processos formativos de alunos-professores nas tramas de um currículo-nômade, permeando o espaço rural abaetetubense, em particular os da Escola Maximiliano Antônio Rodrigues; b) reverberar os ecos de uma educação singular amazonense (Abaetetubense), confabulando arte literária e criação de realidades; c) potencializar as experiências formativas nascidas da interação professor-aluno no diálogo com as histórias e os saberes locais, de modo a recriar as dinâmicas do currículo e da formação escolar. Em termos teórico-metodológicos, o presente corpo de escrita se desenha numa perspectiva da Filosofia da Diferença na Educação (DELEUZE & GUATTARI, 1992; SILVA, 2000; CORAZZA, 2001; GALLO, 2008; MEYER e PARAÍSO, 2012), permeando as Teorias Pós-críticas do currículo e da formação, e a Cartografia de inspiração deleuziana-guattariana, por trazerem em seu bojo a perspectiva de um pensar-pesquisar móvel e múltiplo, capaz de rasgar o caos da educação e de experimentar outros modos de inventar uma educação como arte e acontecimento. O percurso cartográfico se tece em diálogo com as narrativas e saberes culturais de sujeitos da comunidade pesquisada. Desse modo, o texto se organiza em quatro momentos interligados: primeiro rabisca o que a formação representou e/ou representa para os professores que moram e atuam no espaço rural-campo e ilhas de Abaetetuba, desde anos de 1990; o segundo apresenta a formação como um mecanismo voraz para a construção de um currículo-nômade (CORAZZA, 2001); o terceiro aborda o currículo cartográfico, de uma educação como criação-invenção retratando a formação processual, não propriamente o que é, mas o que quer uma formação; o quarto, embebido de uma formação aventureira, criar passos para a mobilidade do pensar, para vagar de um conhecimento a outro, criando brechas para um currículo que dança (SILVA, 2000; COSTA, 2007), que pensa e inventa uma educação como acontecimento (CORAZZA, 2001) e como sentido-experiência (LARROSA, 2002). E por fim, nas linhas finais, faço um breve apanhado dos itinerários, das vivências e experimentações construídas na interação intersubjetiva com os sujeitos da pesquisa. |