Comparação das cepas de Helicobacter pylori na placa bacteriana dental e mucosa gástrica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: ASSUMPÇÃO, Mônica Baraúna de lattes
Orientador(a): CORVELO, Tereza Cristina de Oliveira lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Doenças Tropicais
Departamento: Núcleo de Medicina Tropical
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/9127
Resumo: A infecção pela Helicobacter pylori, é extremamente frequente em todo o mundo, com prevalência maior em países em desenvolvimento. Está associada à gastrite crônica, úlcera gástrica e duodenal e é considerada um fator de risco para câncer gástrico e linfoma MALT do estômago. As rotas de transmissão desta bactéria ainda não estão completamente esclarecidas, sendo as mais prováveis a oral-oral e fecal-oral. A importância da presença da bactéria da placa dental permanece obscura, podendo constituir-se em fonte de infecção gástrica. Objetivando identificar e correlacionar as cepas da H. pylori presentes em biopsias gástricas e em amostras de placa dental, foram avaliados 99 pacientes adultos dispépticos, submetidos a endoscopia digestiva alta no Hospital Universitário João de Barros Barreto, da Universidade Federal do Pará, no ano de 2005. Amostras da placa dental foram obtidas utilizando coletores esterilizados, e analisadas pelo teste da urease e pela Reação em cadeia da polimerase (PCR). Durante a endoscopia, seis biopsias foram retiradas do antro gástrico e analisadas pelo teste da urease, exame histopatológico e PCR, após consentimento informado e aprovação pelo Comitê de Ética do Hospital Universitário João de Barros Barreto. Os resultados obtidos foram analisados utilizando-se o programa BioEstat 3.0. A bactéria foi identificada em 96% das biopsias gástricas e em 72% das amostras de placas dentais, diferença estatisticamente significante (p<0,001). Em relação à idade e sexo, não houve diferença estatística. Todos os pacientes apresentaram alterações gástricas, sendo que 18% apresentaram grau maior de severidade, com lesões ulceradas à endoscopia e/ou lesão pré-maligna do tipo metaplasia intestinal à histopatologia, nestes houve concomitância de infecção na placa dental e mucosa gástrica em 82,4%. Dentre os testes utilizados o de maior sensibilidade foi a PCR, tanto em amostras gástricas como na placa dental. Nos casos de positividade para a bactéria na placa dental (71 casos), houve coincidência entre as cepas da mucosa gástrica e placa dental em 89%. O genótipo mais frequentemente identificado foi s1bm1 cagA positivo, tanto na mucosa gástrica, quando na placa dental. As cepas tipo 1, consideradas as mais patogênicas foram encontradas em 63 pacientes na mucosa gástrica e em 58 pacientes na placa dental. A frequência elevada da H. pylori na placa dental, pode ser um indicador de que a cavidade oral seria um sítio de colonização deste micro-organismo, a partir do qual poderia ser diretamente disseminada, constituindo-se em um fator de risco para infecção gástrica.