O padrão de distribuição dos elementos traços na Formação Pedra de Fogo, permiano da Bacia do Maranhão e seu emprego como indicador de ambientes de sedimentação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1982
Autor(a) principal: OLIVEIRA, Consuelo Macias de
Orientador(a): SCHWAB, Roland Gottlieb
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Geologia e Geoquímica
Departamento: Instituto de Geociências
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/8711
Resumo: O presente trabalho visou o estudo geoquímico da parte média e superior da Formação Pedra de Fogo e a correlação do padrão de distribuição dos elementos com o ambiente de deposição da Formaçao. Foram selecionados para estudo, amostras de sedimentos pelíticos de três afloramentos da referida Formação, com teores de carbonato inferiores a 30%. Essas amostras foram estudadas através de difratometria de raios X para determinação mineralógica e posteriormente analisadas quimicamente por espectrografia de emissão, espectrofotometria de absorção atômica e colorimetria para B, Ba, CO2, Co, Cr, Cu, Ga, K, Li, Mn, Ni, P, Pb, Rb, Sr, V e Zn. Como minerais principais ocorrem ilita e dolomita e subordinamente smectita, calcita, quartzo e feldspato potássico. Dos 17 elementos estudados, B, Ga, K, Rb e V estão fixados preferencialmente na ilita, Co, Cr, Cu, Ni e Pb estão, pelo menos em parte, fixados na ilita, mas é possível que a presença de óxidos de ferro também influencie suas distribuições; o Mn está fixado preferencialmente nos carbonatos, enquanto que os elementos Li, P, Sr e Zn não estão fixados preferencialmente em quaisquer dos minerais citados. As distribuições do Li e do Zn devem ser controladas, em parte, pelo conteúdo em smectita das amostras estudadas e as distribuições do P e do Sr parecem ser bastante influenciadas pelas variações de salinidade do meio ocorridas durante a de posição das rochas estudadas. A maioria dos elementos determinados apresenta teores abaixo das respectivas médias mundiais de seus teores em folhelhos. Este fato, que é em parte, conseqüência da presença de carbonatos nas rochas pelíticas estudadas, deve ter como causa principal a baixa salinidade do ambiente no qual essas rochas foram depositadas. Os dados obtidos com a utilização dos parâmetros B-V, Ga-B, B-K20, B-Ga-Rb e o teor de B indicam que a salinidade do ambiente deposicional variou dentro de amplos limites durante a sedimentação das rochas estudadas. De acordo com esses dados a sequência estudada constitui-se de intercalações de sedimentos depositados em ambientes marinho e de água doce, com acentuada predominância do segundo. As intercalações de sedimentos marinhos são mais freqüentes na base do pacote sedimentar estudado, tornando-se raras em direção ao topo, onde predominou um ambiente tipicamente de água doce. Os parâmetros utilizados mostraram uma boa concordância entre si. Os resultados obtidos na sua aplicação mostram também excelente concordância com o modelo geral para a deposição da Formação Pedra de Fogo deduzidos a partir de dados geológicos e paleontológicos por diversos autores.