As lógicas agroextrativistas e os projetos de desenvolvimento agrícola nas Ilhas do Capim, Caripetuba e Xingu em Abaetetuba - Pará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: FELIZARDO, Alciene Oliveira lattes
Orientador(a): ROCHA, Carla Giovana Souza lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Pará
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Agriculturas Amazônicas
Departamento: Instituto Amazônico de Agriculturas Familiares
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/11058
Resumo: O estudo de intervenções no meio rural amazônico é desafiador, em função tanto das especificidades ligadas ao meio biofísico e humano quanto das lógicas de reprodução presentes nesses territórios. Este trabalho analisa como as lógicas produtivas dos agroextrativistas influenciaram no processo de inovação tecnológica desencadeado por projetos de desenvolvimento agrícola implementados nas Ilhas do Capim, Caripetuba e Xingu em Abaetetuba, Pará. Para atender essa proposta articulam-se os recursos teórico-analíticos relacionados a três temas centrais, as matrizes produtivas que orientam os projetos de desenvolvimento no meio rural, o processo de introdução de inovações tecnológicas a partir de projetos de desenvolvimento agrícola e o enfoque sistêmico aplicado ao estudo das estratégias produtivas. Optou-se por analisar o “Projeto Produzindo a Inclusão” implementado pela Associação dos Moradores das Ilhas de Abaetetuba - AMIA. Verificou-se que as lógicas produtivas das famílias agroextrativistas têm sido determinantes no processo de inovação tecnológica desencadeados por projetos de desenvolvimento agrícola nas Ilhas de Abaetetuba. Isso ocorre em função dos centros de decisão desenvolverem suas estratégias particulares baseadas na endogeneidade das práticas realizadas nos seus estabelecimentos familiares. A identificação da complexidade das lógicas agroextrativistas revela a necessidade de mudança de enfoque nos processos de intervenção pensados para realidades como as Ilhas do Capim, Caripetuba e Xingu, comum no território Amazônico. O enfoque programático, utilizado pelo “Projeto Produzindo a Inclusão” ocasionou a não permanência da inovação tecnológica nos sistemas família-estabelecimento. Diante disso, verifica-se a necessidade de avanços em intervenções que possibilitem o fortalecimento da criação animal com base no enfoque estratégico adotado pelos agroextrativistas.