Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
BASTOS, Sandra Nazaré Dias
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Orientador(a): |
CHAVES, Silvia Nogueira
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pará
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas
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Departamento: |
Instituto de Educação Matemática e Científica
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/8524
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Resumo: |
Como é pensada a docência em um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas imerso em um contexto que prioriza atividades de pesquisa? Que discursos capturam os alunos desse curso? Que interdições são impostas a eles? Que regimes de verdade validam (e silenciam) os discursos que atravessam essa formação? Como discursos sobre docência se articulam a outros discursos forjando professores de Ciências e Biologia? São essas perguntas que direcionam os caminhos desta investigação no sentido de defender a tese de que a subjetividade docente é montada e regulada por meio de processos discursivos e não discursivos que definem o professor de biologia como biólogo, prescrevendo formas de moralidade e experiências de si que incitam o sujeito a justapor/colar o biólogo como sujeito da docência. Nesse caminho foi tomado como corpus de pesquisa práticas discursivas e não discursivas materializadas na forma de documentos legais sobre a formação de professores, projeto pedagógico de curso, arquitetura dos espaços, eventos acadêmicos, produção científica de professores com intuito de capturar processos de subjetivação presentes nesse contexto. As análises estão entrelaçadas às ferramentas teóricas pensadas por Michel Foucault para mapear enunciados que, relacionadas a prescrições, determinações, qualificações do sujeito docente, determinam verdades sobre seu corpo e sua conduta. Enunciados que ao falar sobre o indivíduo ao mesmo tempo lhes propõe uma ação moral – uma forma de viver, uma forma de ser, uma forma de se ver – criando ou determinando sujeitos como lugares de verdade. “Nascem” assim professores de Biologia que tem um olhar diferente sobre a natureza, que sabem decifrar o corpo e suas patologias, que reconhecem, identificam, que sistematizam o ambiente e os organismos que ali se estabelecem, que sabem falar palavras difíceis e que tem o laboratório como local de seu fazer docente. Um profissional que reiteradamente reivindica espaços e materiais específicos para que o exercício da docência se concretize de maneira eficiente. Ao problematizar essas questões é possível pensar o professor de Biologia como sujeito histórico, que é tramado em sistemas de verdade postos em operação por complexos mecanismos de saber-poder. |