Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
CASTRO, Bárbara Fernandes do Nascimento
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Orientador(a): |
FREITAS, Nádia Magalhães da Silva
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pará
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Matemáticas
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Departamento: |
Instituto de Educação Matemática e Científica
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufpa.br:8080/jspui/handle/2011/14844
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Resumo: |
Por meio dessa escrita pretendemos provocar a reflexão acerca das questões ambientais e da emergência ecológica vivida atualmente, utilizando os encontros, as passagens, o que não está posto. A nossa intenção aqui não é a de mostrar soluções para tornar-nos sustentáveis, mas fomentar o diálogo e, principalmente, incentivar experiências em nos sentirmos parte da Terra. Também pretendemos refletir sobre alguns conceitos, como o cuidado e a valorização das relações da natureza conosco e com os outros. Nesse sentido, nos propomos a ministrar a disciplina: ―Educação em ciências e matemática e sustentabilidade‖, que faz parte das disciplinas obrigatórias do curso de Pós-graduação em docência em Ciências e Matemáticas do Instituto de Educação Matemática e Científica da UFPA (PPGDOC- IEMCI), utilizando como foco as mudanças climáticas e suas relações com outras áreas do conhecimento. Como fundamento teórico de tal proposta, recorremos às reflexões acerca da Ecosofia de Félix Guattari. Assim, questionamonos sobre o quanto a formação continuada é preponderante para a vinculação das questões ambientais de forma crítica e ampla a professores, e, portanto, nos propomos a investigar: O que se poderia espreitar nas experienciações, problematizando questões ambientais da contemporaneidade, por meio dos pressupostos dos três registros ecológicos de Félix Guattari, como motriz na construção de subjetividades? Tendo como objetivo central o de cartografar experiências e sensibilização de sujeitos acerca das questões ambientais, como as mudanças climáticas, considerando as produções de subjetividades individuais e coletivas, observadas principalmente no dispositivo diário de bordo, pudemos vivenciar possibilidades de ressingularização dos sujeitos participantes e, observando a importância desse tipo de intervenção na formação de professores e buscando explicitar as composições e atravessamentos construídos no decorrer dos encontros na disciplina, chegamos a algumas inferências que se aproximam de nossas indagações iniciais. Os discentes puderam experimentar o tema ―mudanças climáticas‖ de forma que tivessem liberdade em construir suas próprias sensações e que se fizessem valer do dispositivo diário de bordo como forma de expor suas narrativas. Observamos que a grande maioria dos discentes ainda possui grande resistência em conciliar temas científicos com a arte e o pensamento filosófico. A dicotomia evidente em seus discursos não nos causa espanto, pois nosso corpo, enquanto estudantes, foi bem treinado, docilizado para determinadas tarefas e determinada forma de entender o mundo. Sendo assim, não esperávamos por mudanças comportamentais bruscas, nosso objetivo era o de produzir sensibilidade para com a temática. |