Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
VILHENA, Daniela Gonçalves
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Outros Autores: |
https://orcid.org/0000-0002-6729-3237 |
Orientador(a): |
BARROS, Osvaldo dos Santos
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Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Pará
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Docência em Educação em Ciências e Matemáticas
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Departamento: |
Instituto de Educação Matemática e Científica
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/13344
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Resumo: |
Ao tratar-se de Ensino de Matemática nos espaços ribeirinhos localizados na cidade de Igarapé-Mirí-PA, depara-se com inúmeras dificuldades que implicam no rendimento dos alunos, a exemplo: a falta de materiais didáticos adequados e de temáticas motivadoras; o acesso restrito dos alunos, por falta de locomoção e pelas distâncias entre suas casas e a escola, além das precárias condições destes espaços. No que concerne aos recursos didáticos, o principal instrumento utilizado pelos professores, em sua prática docente, ainda é o livro didático. Compreendemos, então, que a elaboração e o uso de materiais concretos e manipuláveis, adequados às necessidades de aprendizagem dos alunos são importantes alternativasàs escolas ribeirinhas, visto que podem ser facilmente relacionados às vivências desses alunos. Pensando nisso, esta dissertação tem como objetivo a criação de um Laboratório de Etnomatemática da Amazônia Tocantina, sendo este um espaço de experimentações dos conteúdos escolares relacionados às práticas cotidianas dos alunos que vivem em ambientes ribeirinhos. A escola ribeirinha necessita de espaços que promovam a compreensão dos conceitos matemáticos e suas relações com instrumentos e práticas cotidianas e nesse sentido, os laboratórios de ensino cumprem esse papel. Assim, quando interagimos com práticas ribeirinhas como: pesca, manejo e extração do açaí, construções de casas e embarcações, além da confecção e manipulação de instrumentos que auxiliam nessas práticas, estamos diante de oportunidades de aprendizagem da matemática numa perspectiva da Educação Etnomatemática. E assim, olhando os conteúdos matemáticos a partir das práticas tradicionais das comunidades ribeirinhas, nos propomos a tratar dos conceitos fundamentais de simetria e proporcionalidade para desenvolver materiais didáticos. Assim, o trabalho foi desenvolvido com base nos pressupostos descritos por Vergani, quando descreve uma estratégia ética de estímulo ao desenvolvimento individual e sociocultural, D’Ambrósio quando retrata uma Etnomatemática do ponto de vista do saber/fazer do aluno, assim como a vivência em ambientes socioculturalmente diferenciados e Bishop, que retrata a enculturação matemática, o ensino de matemática desde uma perspectiva cultural. Como produto didático, resultado dessa pesquisa, propomos a composição de um catálogo com diversas atividades desenvolvidas para escolas de ambientes ribeirinhos, materiais didáticos e estruturas metodológicas organizadas para a criação de um Laboratório de Etnomatemática em espaços escolares. |