Exportação concluída — 

Dificuldades vivenciadas e estratégias defensivas no trabalho dos profissionais da saúde em emergência

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Rodrigues, Angela Maria Uchôa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/101533
Resumo: O presente estudo teve como objetivos analisar as dificuldades vivenciadas e as estratégias de defesa utilizadas pelos profissionais da saúde que atuam em uma emergência; conhecer as estratégias defensivas utilizadas; e o sentido/significado do trabalho para os profissionais da saúde. O estudo é de natureza qualitativa. A pesquisa foi realizada em um hospital de emergência situado na Região Metropolitana de Fortaleza-Ceará. A população deste estudo foi composta de 18 profissionais da saúde, sendo 05 médicos, 05 enfermeiros e 08 técnicos de enfermagem. Os critérios de exclusão foram: servidores que no período da pesquisa se encontravam de férias, licença-prêmio, licença para tratamento de saúde e licenças para estudo. A pesquisa de campo foi realizada entre os meses de maio e julho de 2013. Como instrumentos de coleta de dados utilizaram-se as técnicas de observação participante e entrevistas semiestruturadas. Na discussão e na análise dos resultados evidenciaram-se aspectos positivos envolvendo o trabalho da equipe de profissionais da saúde relacionados ao resultado do trabalho executado, no sentido do fazer, e quando há melhora do paciente, gerando a sensação do dever cumprido. A possibilidade de acompanhar a recuperação do paciente na assistência prestada também gera satisfação para os trabalhadores. Quanto aos aspectos negativos, os dados encontrados mostraram que as condições de trabalho representam o principal fator gerador de estresse/sofrimento: dificuldade na gestão de recursos humanos e materiais; dimensionamento de pessoal inadequado, que, por vezes, gera absenteísmo; fragilidade nas relações interpessoais influenciada pelo clima organizacional. Para enfrentar as situações de estresse os participantes do estudo demonstraram criar estratégias defensivas como: pequenas pausas durante o horário de trabalho, aproximação com alguma religião para o exercício da fé, banalização do sofrimento do outro, e despersonalização da assistência prestada. Entretanto, compreende-se também que é possível encontrar certa alienação do indivíduo em relação à condição desfavorável vivenciada no cotidiano do trabalho na emergência. O profissional da saúde deve tomar consciência de que necessita identificar a sua atividade para perceber o que deve modificar na sua condição de trabalho.