Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Montezuma, Ana Emanuelle Freitas dos Santos |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/591396
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Resumo: |
A dor crônica envolve questões sensitivas emocionais desagradáveis, com variações de acordo com os fatores biológicos, psicológicos, como também sociais. Dentre as principais dores crônicas musculoesqueléticas, dor cervical crônica apresenta-se como uma variável de interferência no sono e na qualidade de vida. Objetivou-se analisar a qualidade do sono e os fatores relacionados à saúde em pessoas com dor cervical crônica (DCC). Estudo transversal e analítico com abordagem quantitativa desenvolvido no Núcleo de Atenção Médica Integrada e no campus da Universidade de Fortaleza nos meses de outubro a dezembro de 2022. A população foi composta por 157 pessoas, sendo alunos, colaboradores, acompanhantes e pacientes encaminhados ou em que estivessem em atendimento, que relatassem DCC por mais de três meses. Aplicaram-se instrumentos para avaliar o perfil socioeconômico, estilo de vida, intensidade da dor e suas características e qualidade do sono. As variáveis foram analisadas de forma descritiva e inferencial. Nos resultados mostraram média de idade de 28 anos (± 10,3) e maior proporção de sexo feminino (76,4%; n=120), solteiros (79%; n=124), raça branca ou parda (43,3%; n=68), classe social D ou E (26,1%; n=41) e com atividade remunerada (49,7%; n=78). Em relação as condições de saúde e estilo de vida, 15,3% eram fumantes, 37,6% (n=59) não praticavam atividade física e 55,4% (n=87) consumiam bebida alcóolica. A intensidade da dor cervical apresentou média de 5,4 (± 2,2) e uma proporção de 82,8% (n=130) referiram presença de dor de cabeça e 66,9% (n=105) fazem uso de analgésicos. Em relação a qualidade do sono, 89,8% (n=141) das pessoas com dor cervical foram classificadas com a qualidade do sono ruim, apresentando associação significativa com o relato de dor de cabeça (OR=4,706; p=0,003) e uso de medicamentos (OR=3,292; p=0,008). As pessoas com qualidade de sono ruim dormiam menos tempo quando comparado com as pessoas com qualidade de sono boa (p<0,05). Diante disto, aponta-se para a ocorrência entre os participantes de um sono ruim, e sua má qualidade. Evidencia-se a necessidade de investigações maiores acerca da relação dor cervical e sono, como também a necessidade de mensurações dos custos dessa problemática nos serviços de saúde. Palavras-chaves: Qualidade do Sono. Dor Cervical. Estudo transversal. Qualidade de vida. |