Autonomia: reflexos da contemporaneidade na atividade docente

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Vale, Sílvia Fernandes do
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://biblioteca.sophia.com.br/terminalri/9575/acervo/detalhe/100187
Resumo: As mudanças ocorridas nas últimas décadas no Brasil têm refletido em todos os setores da sociedade. São reformas que atuam em todos os sistemas, repercutindo em mudanças significativas no conteúdo do trabalho. A autonomia é priorizada no perfil do trabalhador. A educação como um fenômeno social não ficou isenta dessa revolução. Tais mudanças significativas nas políticas educacionais tem resultado em intensificação do trabalho docente, novas demandas de trabalho e, consequentemente, em maiores desgastes e insatisfação por parte desses trabalhadores. A presente pesquisa baseia-se numa análise sobre o envolvimento dos professores no processo de concepção e desenvolvimento da autonomia na escola. Desse, modo, objetivou-se analisar o grau de autonomia profissional relacionando-a com as condições de trabalho dos professores da rede pública de ensino da cidade de Mossoró (RN), correlacionando-as ao IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Trata-se de um estudo de caráter descritivo, exploratório e analítico, baseado numa metodologia de cunho quantitativa e qualitativa. Para a concretização do percurso quantitativo, foram aplicados o questionário sociodemográfico, a Escala de Autonomia Profissional dos Professores e a Escala Estressores Ocupacionais dos Professores, numa amostra de 404 professores. No percurso qualitativo foi realizado a entrevista semiestruturada com 7 professores de diferentes escolas, através dos quais procurou-se conhecer suas percepções acerca da autonomia e suas condições de trabalho. Os resultados obtidos apontaram que a autonomia do professor depende das condições de trabalho oferecidas, visto que o índice geral de autonomia se correlaciona positivamente com o índice geral de estressores ocupacionais (r= 0,221; p< 0,01). Identificou-se que as escolas que apresentam melhor IDEB são julgadas pelos professores com melhores condições de trabalho para desenvolver suas atividades (r= 0,177; p< 0,01), bem como, nessas escolas os professores sentem-se mais autônomos (r=0,304; p<0,01). Fatores como relacionamento com alunos e responsáveis, a sobrecarga de trabalho em função especialmente do momento na qual se vive na educação em função de metas que devem ser atingidas são desencadeadores de estresse. No discurso dos professores evidenciam-se possibilidades e limites para desenvolver sua autonomia, sendo o espaço da sala de aula o local onde esses profissionais sentem-se mais autônomos. A participação em conselhos ou organizações foi colocada como uma forma de resistência às imposições ocorridas no espaço escolar. O estudo contribui para dar consistência à ideia expressa nos documentos oficiais de que há autonomia, no professor, no entanto as escolas ainda revelam uma perda de espaço para uma reflexão, discussão e construção de uma autonomia, alertando para as condições de trabalho desfavoráveis que são oferecidas aos professores, que consequentemente afeta o desempenho discente. Palavras-chave: Autonomia profissional. Professor. Estressores ocupacionais. Desempenho discente.