Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2011 |
Autor(a) principal: |
Araújo, Glaucy Rodrigues de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas. Núcleo de Pesquisas em Ciências Biológicas, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação, Universidade Federal de Ouro Preto.
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2128
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Resumo: |
O diabetes é uma doença que acomete milhões de pessoas em todo o mundo e tem sido alvo de muitos estudos. As complicações no diabetes, como a cardiomiopatia e o estresse oxidativo aumentado são importantes focos de estudo e são responsáveis em grande parte pelo aumento na morbidade e mortalidade associado à doença. Drogas anti-hipertensivas, principalmente aquelas que bloqueiam o sistema renina-angiotensina, como o captopril, são utilizadas com freqüência para o tratamento de diabetes, contribuindo para minimizar as complicações diabéticas. A relação do diabetes e inflamação evidencia o importante papel dos mecanismos de defesa nessa patologia. Além disso, as vias de sinalização envolvidas no processo e ativação dos granulócitos no diabetes ainda não é bem esclarecida. Sabe-se que a via de proteína cinase C (PKC) tem um importante papel na ativação da NADPH oxidase nessas células. No presente estudo, utilizou-se ratas Fisher, não diabéticas ou diabéticas induzidas com estreptozotocina (STZ), para avaliar produção de espécies reativas de oxigênio (EROS) em granulócitos e parâmetros do estresse oxidativo no coração em um tratamento com duas doses de captopril (5mg/kg e 10mg/kg). Ainda foi avaliado a participação da via de (PKC) na produção de EROS induzido por bradicinina, em granulócitos de ratas Fisher não diabéticas e diabéticas. No primeiro ensaio in vivo, tratou-se os animais durante 10 dias, e nenhuma diferença foi observada na produção de EROS nos granulócitos desses animais. Um tratamento de 40 dias foi então realizado, onde avaliou-se a produção de EROS nos granulócitos e parâmetros do estresse oxidativo, como catalase, glutationa total, substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS) e proteína carbonilada no coração destes animais. No tratamento de 40 dias, o captopril na dose 10mg/kg foi capaz de modular a produção de EROS nos granulócitos dos animais diabéticos. O captopril ainda foi capaz de reverter a atividade da enzima catalase e os níveis de proteína carbonilada no coração de animais diabéticos, apesar de não ter sido observado efeito significativo nos níveis de glutationa e TBARS. No ensaio in vitro os granulócitos de animais não diabéticos e diabéticos apresentaram uma maior produção de EROS quando estimulados com bradicinina. E somente nos animais diabéticos, houve a redução na produção de EROS quando os granulócitos foram pré-incubados com calfostim C (inibidor de PKC), mostrando a participação dessa via na ativação da produção de EROS induzido por bradicinina.Estes resultados analisados em conjunto sugerem que o captopril tem efeito antioxidante em granulócitos e no coração de animais diabéticos. Entretanto, parece que o efeito inibitório na produção de EROS em granulócitos de animais tratados com captopril (ensaio in vivo) não é mediado pela bradicinina (ensaio in vitro). |