Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Lima, Luciana de Morais Kelly |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Programa de Pós Graduação em Engenharia Civil. Departamento de Engenharia Civil, Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto.
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://www.repositorio.ufop.br/handle/123456789/2246
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Resumo: |
A crescente exploração mineral contribui diretamente para o aumento na produção de rejeitos. Desta forma, áreas cada vez maiores são requeridas como destino final para seu armazenamento, que via de regra acontece de forma contínua, na condição natural, sem nenhum tipo de preparação para descarte. Essa prática gera depósitos com materiais de baixa densidade, muito compressíveis e com baixa capacidade de suporte. Essas características, que penalizam a estocagem e dificultam a reabilitação, têm sido objeto de estudos da engenharia geotécnica nas últimas décadas. Neste contexto surgiram contribuições importantes no conhecimento sobre as propriedades de engenharia dos rejeitos e também nas técnicas de disposição. O presente trabalho examina um método alternativo de disposição de rejeitos finos conhecido como subaéreo, fazendo a retroanálise da formação de um depósito de rejeitos construído com essa técnica. O princípio desse método, que também se aplica a outros métodos alternativos, é o descarte de rejeitos em finas camadas, alternando ciclos de lançamento e espera (sem lançamento), permitindo a drenagem e/ou evaporação da água durante a espera. Essa operação permite a otimização de fenômenos físicos como adensamento e ressecamento do solo fino. A abordagem utilizada nessa pesquisa para a retroanálise foi feita segundo duas frentes distintas, mas complementares. A primeira, mais qualitativa, tratou de identificar no terreno o perfil estratigráfico do depósito e sua história de formação. Isso foi possível através da análise de documentos diversos (projetos, relatórios, comunicações pessoais, fotos, etc.) e da realização de uma campanha de investigações geotécnicas de campo e de laboratório. A outra etapa, de cunho mais quantitativo, tratou da modelagem do método subaéreo através de solução numérica dos eventos de adensamento a grandes deformações e de ressecamento de solos finos, seguindo as etapas de enchimento e de espera previsto naquela técnica. |