Estudo da aplicabilidade do DNA ribossomal 28S na identificação molecular de palaemonídeos da Amazônia Brasileira

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: ALVES, Danna Moraes lattes
Orientador(a): COELHO, Gabriel Iketani lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Oeste do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia
Departamento: PRÓ-REITORIA DE PESQUISA, PÓS-GRADUAÇÃO E INOVAÇÃO TECNOLÓGICA
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
28S
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufopa.edu.br/jspui/handle/123456789/1141
Resumo: Os camarões carídeos compõem um grupo muito diverso dentro dos crustáceos decápodes. Atualmente, são reconhecidas 39 famílias, com destaque para a família Palaemonidae. Na América do Sul, os camarões palemonídeos são a família mais especiosa, com ampla distribuição, e na Amazônia brasileira são registrados a presença de 33 espécies, com destaque para os gêneros Macrobrachium, Palaemon e Pseudopalaemon. A literatura para análise morfológica e taxonômica de palaemonídeos apresenta-se atualizada e bem estruturada, no entanto, esta metodologia de identificação é, em certos casos, complexa devido à sua grande homogeneidade morfológica interespecífica associado a uma considerável variação morfológica intraespecífica. No presente trabalho objetivamos avaliar a aplicabilidade de uma região do DNA ribossomal (rDNA) 28S como ferramenta para identificação molecular de camarões da família Palaemonidae. A composição do banco de dados foi através de coletas de camarões na proximidade do município de Santarém, no oeste do Estado do Pará, onde situase a confluência do rio Amazonas e rio Tapajós, e a incorporação de amostras de espécimes depositadas em três museus da região Norte. As sequências foram organizadas da seguinte forma: (1) banco de dados com 47 sequências de museu e uma árvore filogenética foi construída através do método de agrupamento de vizinhos (NJ), baseada em distância genética simples (p); (2) banco de dados com 15 sequências de museu e 27 sequências de haplótipos de amostras de igarapés e três métodos de delimitação de espécies foram aplicados: ABGD, GMYC e PTP. Com os agrupamentos fortemente suportados, a metodologia empregada permitiu uma análise por meio da correspondência entre o posicionamento das sequências em diferentes métodos de delimitação, onde foram identificadas 20 espécies pela abordagem ABGD e GMYC e 30 espécies pelo método PTP, inferimos a identificação taxonômica de 16 haplótipos e uma amostra de museu, corrigimos a identificação de seis amostras de museu, e 11 haplótipos foram identificados somente a nível de gênero. Os resultados dos dados moleculares confirmam a aplicabilidade do gene nuclear 28S como marcador molecular para identificação de espécies.