Avaliação do impacto dos diferentes usos do solo nas emissões de C-CO2 na região de planalto de Santarém, Pará

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: FERREIRA JUNIOR, Miércio Jorge Alves lattes
Orientador(a): SILVA, Rodrigo da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Oeste do Pará
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia
Departamento: Instituto de Engenharia e Geociências
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufopa.edu.br/jspui/handle/123456789/181
Resumo: O fluxo de dióxido de carbono (CO2) depende da razão entre produção e consumo, e da difusão do gás no solo. A produção e emissão de CO2 em áreas nativas, pastagens e cultivados, é resultado da atividade microbiológica e mineralização da matéria orgânica, e depende de fatores ambientais favoráveis, tais como temperatura, disponibilidade da água e do uso da terra. Neste estudo, nós avaliamos os impactos da mudança de cobertura sobre o efluxo de C-CO2 pastagens e florestas na área de planalto de Santarém, Pará. Utilizou-se o método de câmaras dinâmicas associadas com analisador de gás por infravermelho. Os resultados do presente trabalho evidenciam que o sistema Plantio Direto (PD) tem potencial de mitigar em 37,7% a participação agrícola no efluxo de C-CO2 de solo com base no cultivo da soja sem a intensa mobilização do solo como ocorre no Plantio Convencional (PC). A variação da temperatura do solo respondeu por 65% da variabilidade do fluxo de C-CO2 no PC. A variação da umidade do solo explicou em 73% e 51% a variação do fluxo de C-CO2 no PD e PC, respectivamente. Estes resultados indicam que a umidade e temperatura do solo foram fatores controladores das emissões de C-CO2 do solo para a atmosfera, pois estes parâmetros afetaram diretamente a atividade microbiológica do solo. Os resultados, também, demonstram que a pastagem ativa apresentou os maiores efluxos de C-CO2 do solo para atmosfera em relação às florestas e pastagem degradada na Região Oeste do Pará. Além disso, foi demonstrado que tanto as pastagens como florestas apresentam uma sazonalidade neste fluxo, que deve estar relacionada principalmente aos padrões de precipitação e potencial de água entre solo e ar. Foi observado forte correlação entre o efluxo e a umidade do solo tanto da capoeira quanto nas pastagens, já a temperatura do solo foi um fator controlador do efluxo apenas na pastagem ativa. O valor médio do fluxo de C-CO2 obtido na pastagem ativa foi de 218,9 mg C m-2 h-1 valor 40,7% superior em relação a floresta primária sendo de 155,5 mg C m-2 h-1. Finalmente, os resultados aqui apresentados sugerem que o plantio convencional e o manejo de pastagem ativa, atividades fortemente associadas à ação antrópica, potencializam alterações no balanço biogeoquímico do carbono nesses ecossistemas, uma vez que, o efluxo de C-CO2 do solo está relacionado à produtividade primária destes ecossistemas.