Do significante ao corpo: uma posição epistemológica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Farias, Flávia Milanez de
Orientador(a): Ravanello, Tiago
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufms.br/handle/123456789/2422
Resumo: Esta pesquisa tem o intuito de sustentar uma posição epistemológica da psicanálise frente à cisão cartesiana corpo/mente, como a possibilidade de a linguagem ser um campo de atuação que se opõe ao dualismo corpo-mente, buscando uma posição frente a reducionismos. Como a teoria cartesiana é um suporte para o conceito de sujeito lacaniano em sua subversão, partimos da discussão sobre o sujeito. Demarcamos as características do sujeito da ciência moderna e com isto as aproximações e distanciamentos entre a psicanálise e a teoria cartesiana. Considerando que a constituição do sujeito para a teoria lacaniana implica um corpo atravessado pela linguagem, partiremos para o tema do dualismo corpo-mente. Defendemos a postura da psicanálise através da constituição do corpo pelo significante, tomando conceitos como a pulsão e a linguagem como suportes frente ao problema do dualismo e suas consequências para a clínica psicanalítica, referindo-se ao reducionismo biologizante. Este, parte de uma leitura cartesiana que entende o corpo como mecânico ao contrário da teoria psicanalítica que propõe o corpo como sexualizado. Portanto, a especificidade da psicanálise em relação ao corpo e a mente tem como base a sexualidade. A constituição do corpo é erógena e implica a inscrição da pulsão no corpo através do significante, o qual é intrínseco à linguagem.