A comunidade e os produtores da criminalidade: efeitos do convívio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2001
Autor(a) principal: Wilson Jose Antonio da Cruz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Minas Gerais
UFMG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://hdl.handle.net/1843/BUOS-8XUNM9
Resumo: Pretendemos analisar as condições sociológicas e sociais que propiciaram uma dada interpretação do comportamento criminoso por parte dos moradores do Conjunto Esperança e Vila CEMIG. Assim, tentando argumentar que o comportamento criminoso não só é comum como também é muito cotidiano, mostramos que não existe uma relação causal com classe social. Mas apesar de não ter uma relação causal com pobreza, foi a criminalidade que chamou a atenção das autoridades para as favelas que, desde a década de 40 do século passado, eram vista como o covil de criminosos. Esse estereótipo da favela volta à cena a partir da década de 80 com o advento do tráfico de cocaína e mais uma vez a identidade do favelado é construída em torno da idéia das favelas como um problema de segurança pública. Enquanto isso, dentro das favelas, moradores e bandidos desenvolvem estratégias de sobrevivência. E tanto o comportamento dos moradores são limitados pela presença dos produtores da criminalidade quanto o comportamento desses atores também é limitado pela presença de uma população que impõe seu ritmo de vida de forma a tencionar a linha tênue que separa os estilos de vida de moradores e bandidos que dividem um mesmo espaço físico e social. Tênue porque o julgamento dos atos criminosos pelos moradores não está subordinado à códigos penais e sim aos sentimentos de honra masculina, de pertencimento a um pedaço ou à crença em uma justiça que, tardia ou não, se cumpriu.