Zoontologia . mundos animais e limites do humano
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Minas Gerais
Brasil FAF - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA Programa de Pós-Graduação em Filosofia UFMG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://hdl.handle.net/1843/53205 |
Resumo: | Esta tese tem como objetivo principal apresentar, desde uma perspectiva filosófica, uma investigação sobre a animalidade no contexto de uma crítica da máquina antropocêntrica. Nesse contexto, o mundo circundante do animal, sua aparência, seu instinto, seu olhar, sua capacidade sensorial, sua vida, são privilegiados como autênticos conceitos cuja compreensão requer uma abordagem inter e transdisciplinar da filosofia, contando com elementos de outras disciplinas, como a biologia, a etologia, a antropologia e as artes. O primeiro momento deste trabalho teórico consiste numa reflexão sobre a condição dos animais na filosofia, contrapondo as concepções clássicas às idéias contemporâneas sobre seres não-humanos. Em seguida, realiza-se uma análise dos mundos animais a partir do conceito de Umwelt; a terceira parte dedica-se a examinar a questão da aparência sensível dos animais, no âmbito de uma fanerologia, pontuando a potência dos seus órgãos de aparecer. O quarto momento estabelece uma relação entre as noções de animalidade e dispêndio, enfatizando a manifestação do excesso na vida humana e não-humana, para, finalmente, tratar da crítica ao antropocentrismo. Visando a essa crítica o confinamento, a exploração, o sofrimento e o empobrecimento do animal, mostram-se como importantes conceitos a serem desenvolvidos filosoficamente. Como uma espécie de contraponto à tradição filosófica, este trabalho de pesquisa valorizou muito o já famoso relato da experiência particular de Jacques Derrida com seu gato de estimação. E aceitou o desafio teórico de interrogar o animal como aquele que também é capaz de observar e, mais do que isso, de nos observar. Por último, ainda especulou sobre as experiências de continuidade entre as espécies e examinou como, a partir delas, surge uma potência que oferece a possibilidade de uma política e estética animal. |