Retenção de metais pesados em tecidos de fungos micorrízicos arbusculares in vitro
Ano de defesa: | 2008 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS
DCS - Programa de Pós-graduação UFLA BRASIL |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://repositorio.ufla.br/jspui/handle/1/3729 |
Resumo: | A contaminação do solo por metais pode interferir no funcionamento normal das plantas e da biota do solo. A revegetação de áreas contaminadas é um processo difícil e, por isso, uma atenção especial vem sendo dada aos microrganismos do solo, que podem favorecer a fitorremediação nestes ambientes, destacando-se os fungos micorrízicos arbusculares (FMAs). Tem sido sugerido que a imobilização dos metais no micélio constitui o provável mecanismo de proteção das micorrizas às plantas, mas os mecanismos envolvidos ainda não são bem conhecidos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a capacidade de retenção de metais pesados em tecidos de FMAs crescidos in vitro. Tecido micelial de Glomus clarum e Glomus FDS1 foi obtido por meio do cultivo de raízes transformadas por Agrobacterium rizogenes, enquanto Gigaspora gigantea foi obtido por meio da inoculação deste em plântulas de batata-doce in vitro. Para a realização dos ensaios de retenção, foram utilizadas soluções contendo Cu, Zn, Cd e Pb, na concentração de 15 µmol L-1, aplicados isoladamente ou em mistura, sendo os FMAs expostos por um período de 1, 3, 5, 15, 30, 45 e 120 minutos. Foi observado que a retenção de metais pesados em tecidos de FMAs é um processo rápido, sendo mais intensa nos 20 minutos iniciais de exposição. A velocidade de retenção de Cu para G. clarum foi elevada, atingindo valores da ordem de 595,7 µg de Cu g-1 tecido fúngico/minuto, enquanto, para Zn, esta foi de 138 µg de Zn g-1 tecido fúngico/minuto para G. gigantea. Independentemente dos isolados fúngicos testados, a velocidade de retenção decresce na seguinte ordem: Cu>Zn>>Cd>Pb. Dentre os isolados de FMAs testados, G. clarum apresentou maior capacidade máxima de retenção para Cu, Cd e Pb, atingindo valores da ordem de 3.259, 69 e 39 µg g-1 tecido fúngico, respectivamente, enquanto para Zn foi G. gigantea, com capacidade máxima de retenção de 729 µg de Zn g-1 tecido fúngico. Quando os metais foram aplicados simultaneamente em solução, verificou-se que a capacidade de retenção atingiu valores de menor magnitude, tendo, para G. clarum e G. gigantea, a retenção de Cu sido de 295 e 212 µg de Cu g-1 tecido fúngico, enquanto que, para Zn, foi de 113 e 210 µg de Zn g-1 tecido fúngico, respectivamente. Os resultados evidenciam a elevada capacidade de retenção de Cu e Zn pelos tecidos fúngicos de G. clarum e G. gigantea, sendo estes isolados promissores para futuros estudos em programas de fitorremediação. |