O uso da pinça de biópsia como técnica auxiliar na visualização da papila duodenal maior utilizando-se o esofagogastroduodenoscópio de visão frontal

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Andrade, Nathália Saber de lattes
Orientador(a): Ferreira, Lincoln Eduardo Villela Vieira de Castro lattes
Banca de defesa: Pace, Fábio Heleno de Lima lattes, Souza, Aécio Flávio Meirelles de lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Saúde Brasileira
Departamento: Faculdade de Medicina
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/5862
Resumo: Introdução: Esofagogastroduodenoscopia (EGD) convencional é o melhor método para avaliação do trato gastrointestinal superior (TGI), mas apresenta limitações para identificação da papila duodenal maior (PDM), mesmo após emprego da manobra de retificação. Exame completo da PDM está indicado nos pacientes de alto risco para adenocarcinoma da PDM. Objetivo: avaliar a utilização da pinça de biópsia (PB) durante EGD convencional como ferramenta adicional à manobra de retificação, na avaliação da PDM. Métodos: Foram estudados 671 pacientes entre 2013-2015 com busca ativa da PDM em três etapas: endoscópio não retificado, endoscópio retificado e uso da PB após retificação. Em todas elas registrou-se se: PDM foi totalmente visualizada (Posição A), parcialmente visualizada (Posição B) ou não visualizada (Posição C). Caso PDM não tenha sido completamente visualizada, paciente foi direcionado para etapa seguinte. Resultados: 341 eram sexo feminino (50,8%) com idade média de 49 anos. Dos 671 pacientes, em 324(48,3%) PDM foi identificada na posição A, 112(16,7%) em posição B e 235(35%) em posição C. Dos 347 pacientes submetidos à manobra de retificação, posição A foi encontrada em 186(53,6%), posição B em 51(14,7%) e posição C em 110(31,7%). Dos 161 pacientes restantes que utilizaram a PB, posição A foi vista em 94(58,4%), posição B em 14(8,7%) e posição C em 53(32,9%). A taxa acumulativa de visualização completa da PDM foi de 90%. Conclusão: O uso da PB aumentou a taxa de visualização completa da PDM em 14%, alcançando 604/671(90%) dos pacientes (P<0,01) avaliados e pode ser facilmente incorporada aos exames endoscópicos de rotina do TGI.