Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Siqueira, Paloma Leite de
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Orientador(a): |
Perobelli, Fernando Salgueiro
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Banca de defesa: |
Rotatori, Wilson Luiz
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Porsse, Alexandre Alves
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Economia
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Departamento: |
Faculdade de Economia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1406
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Resumo: |
Essa dissertação possui como objetivo central analisar a estrutura do processo migratório brasileiro através de matrizes de fluxos de pessoas, utilizando os dados do censo de 2010. Para isso, a metodologia de insumo produto proposta para se atingir tal objetivo envolve uma adaptação da metodologia convencional usada para construir modelos econômicos de fluxos comerciais e de investimento, em linha com os estudos realizados por (CABRER, PAVIA, 2003) e (VÁZQUEZ, 2010). Em primeiro lugar, foi feita uma tipologia de microrregiões através dos índices de ligação para frente ( ) e para trás (Uj). Estes índices dividiram as microrregiões em áreas de dispersão, atração e equilibrantes. Em segundo lugar, o campo de influência viabilizou a construção de uma hierarquia dentro do processo migratório entre as microrregiões de elos mais fortes. Em terceiro lugar foi calculado o índice do efeito deslocamento da população. Este índice permite a identificação das microrregiões onde a recepção de um imigrante desloca uma porção relativamente grande de sua população nativa para outras localidades. Os principais resultados obtidos referentes aos índices de ligação reafirmam conceitos pré-estabelecidos como a característica dispersora dos grandes centros econômicos do país, alguns deles, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte e mostram que grande parte das microrregiões nordestinas são classificadas como equilibrantes e atratoras. No que se refere ao campo de influência (e.g efeito espraiamento), as microrregiões de maior capacidade atratora são: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belém, Fortaleza, e Brasília. Já para a amostra qualificada da população, além das anteriormente citadas, a microrregião de Curitiba aparece entre os maiores campos de influência. Com relação ao índice do efeito deslocamento da população percebe-se que as principais microrregiões, em termos de PIB, apresentam baixos índices de deslocamento, pois são capazes de absorver mais mão-de-obra do que microrregiões com o mercado de trabalho menos dinâmico e/ou em processo de estagnação. São elas: Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Florianópolis, Goiás, Brasília, Natal, e Porto Velho e outras. Para a amostra qualificada foi identificado quais microrregiões deslocam mais população pela chegada de um imigrante qualificado do estado de São Paulo. As microrregiões identificadas com os maiores índices foram avaliadas em estagnadas e/ou atrasadas no que se referem ao processo produtivo, algumas delas, a microrregião de Traipu no Alagoas, a microrregião de Barra do Piraí no Rio de Janeiro, a microrregião do Brejo Paraibano na Paraíba e a microrregião de Três Passos no Rio Grande do Sul. Além da análise descritiva dos indicadores de maneira isolada a existência de autocorrelação espacial que identifica a direção e o grau de associação entre o PIB 2009 (produto interno bruto microrregional de 2009) e o Índice de efeito deslocamento (índice de Vázquez) é testada. |