Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
Matos, Cirlene Maria de
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Orientador(a): |
Gonçalves, Eduardo
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Banca de defesa: |
Vieira, Marcel de Toledo
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Corseuil, Carlos Henrique Leite,
Garcia, Renato de Castro,
Montenegro, Rosa Lívia Gonçalves |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Economia
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Departamento: |
Faculdade de Economia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/8534
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Resumo: |
Essa tese teve como objetivo principal avaliar o papel da coinvenção e da mobilidade de inventores entre as microrregiões brasileiras na difusão do conhecimento e na inovação regional. Para isso foi utilizada a abordagem da função de produção do conhecimento regional modificada para incorporar as interações regionais promovidas por esses dois fenômenos. Aproveitando-se do instrumental da Econometria Espacial essas interações foram representadas na função de produção por meio de matrizes de pesos construídas para captar as relações bilaterais de coinvenção e mobilidade inter-regional. Assim, os objetivos secundários foram avaliar o efeito das distâncias física, cognitiva e institucional sobre a coinvenção e a mobilidade inter-regional de inventores, e construir matrizes de pesos que refletissem a interação regional decorrente da colaboração para inovar e da mobilidade dos inventores entre as regiões. Essas matrizes foram estimadas ano a ano utilizando-se modelos gravitacionais para a coinvenção e para a mobilidade e o estimador PPML (Poisson Pseudo Maximum Likelihood) com efeitos fixos da origem e do destino. A função de produção do conhecimento foi estimada por meio de um painel dinâmico utilizando-se system gmm. Os resultados mostraram que o espaço exerce influência relevante na decisão dos inventores de migrar para outras regiões e de colaborar para inovar. Quanto maior a distância geográfica, menor será a mobilidade e a coinvenção inter-regional. Esses achados corroboram a teoria de que os fluxos de conhecimento são localizados no espaço porque a mobilidade e as cooperações entre os agentes da inovação também são. A proximidade tecnológica entre as regiões de origem e de destino contribui para a decisão de migrar do inventor. Por outro lado, essa proximidade não afeta as relações de coinvenção inter-regional. Os resultados da função de produção do conhecimento mostraram que a mobilidade dos inventores entre as regiões brasileiras não promove a difusão do conhecimento e a inovação regional. Isso pode ser decorrente da importância da proximidade tecnológica entre origem e destino na escolha de migração do inventor. Essa proximidade pode gerar sobreposição de conhecimentos, impedindo que o conhecimento externo beneficie a inovação regional. Outra razão possível é a baixa capacidade de absorção regional, revelada pela não significância estatística do gasto industrial com Pesquisa e Desenvolvimento (PeD). Por outro lado, a coinvenção regional influencia significativamente a difusão do conhecimento entre as regiões e contribui para a inovação regional. Isso significa que a colaboração entre inventores de locais diferentes é um mecanismo de transmissão de conhecimento tácito. Os resultados permitiram corroborar o importante papel desse tipo de relação de mercado na transmissão do conhecimento, mostrando que nem toda difusão do conhecimento ocorre via transbordamentos puros. Além disso, a difusão do conhecimento por meio da coinvenção inter-regional também é localizada no espaço, pois os inventores tendem a colaborar com parceiros de regiões próximas geograficamente. |