Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Bergo, Vitória Marques
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Orientador(a): |
Ferrari, Anderson
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Banca de defesa: |
Castro, Roney Polato de
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Bezerra-Perez, Carolina dos Santos
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Xavier Filha, Constantina
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Educação
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Departamento: |
Faculdade de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/12269
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Resumo: |
O presente trabalho tem o objetivo de contribuir com a formação de docentes em História junto aos estudos de gênero, pensando a partir do processo criminal de rapto, defloramento e estupro da vítima Zulmira Guimarães Fortes possibilidades para se discutir cultura do estupro e educação. O processo mostrou ser uma fonte histórica potente para pensar os mecanismos de responsabilização e culpabilização de mulheres vítimas de violência sexual, simultaneamente à proteção jurídica de sujeitos masculinos oriundos de classes abastadas e em sua maioria homens brancos, fenômeno relacional que ocorre amplamente ainda hoje no presente. O processo encontra-se atualmente conservado no Arquivo Histórico Municipal de Juiz de Fora, datado do ano de 1909. Traz a investigação dos crimes a partir da denuncia da vítima Zulmira e de seu pai Galdino à justiça, relatando ter sofrido defloramento seguido de estupro por dois homens diferentes. A pesquisa foi traçada e construída junto a três recém-formados docentes em História, licenciados pela Universidade Federal de Juiz de Fora, através da metodologia de grupo focal. Os participantes da pesquisa auxiliaram na análise documental, em que a questão norteadora dos encontros tratavase em buscar entender como os recém-formados professores visualizavam a potencialidade do processo para se pensar o ensino de história, problematizando relações de gênero, sexualidade e violência dadas como naturais em nossa sociedade. Denotando o esquecimento da memória das trajetórias de luta feminina, reitero junto a Joan Scott que “inscrever as mulheres na história implica necessariamente na redefinição e no alargamento das noções tradicionais do que é historicamente importante” (SCOTT, 1995, p.74) fomentando a emergência do estudo do tema para o ensino de história no Brasil. Visando pensar na proposição de práticas pedagógicas anti estupro, são parte do aparato teórico- metodológico de investigação os estudos pós-estruturalistas, os estudos de gênero e os estudos feministas, sobretudo o feminismo negro e contra-colonial. |