Avaliação ecocardiográfica em adultos jovens sobrepesados e obesos: há marcadores precoces de cardiomiopatia?
Ano de defesa: | 2021 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado Acadêmico em Ciências Aplicadas à Saúde
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Departamento: |
ICV - Instituto de Ciências da Vida
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2021/00381 https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/13774 |
Resumo: | A obesidade e o sobrepeso são uma epidemia mundial. A obesidade leva a um estado inflamatório crônico que pode se associar à disfunção miocárdica. Os efeitos da obesidade sobre a estrutura e função cardíaca têm sido relatados, mas pouco se sabe sobre os seus efeitos especificamente em adultos jovens. O objetivo dessa pesquisa foi estudar o impacto da presença de sobrepeso e obesidade na estrutura e na função cardíaca, avaliadas por técnicas ecocardiográficas convencionais e de novas tecnologias, em adultos jovens. Estudo retrospectivo com análise de 289 prontuários de adultos jovens (18-40 anos) que foram alocados em 3 grupos (eutrófico, sobrepeso e obesidade) conforme o índice de massa corporal. Foram analisados os dados do exame ecocardiográfico, que foi realizado por meio de ecocardiografia bidimensional, monitorização eletrocardiográfica e aquisição de imagem de doppler tecidual. Houve correlação positiva do índice de massa corporal com: massa do ventrículo esquerdo, diâmetros diastólico e sistólico do ventrículo esquerdo, espessuras do septo interventricular e da parede posterior do ventrículo esquerdo, E/e’ e comprometimento da deformação miocárdica longitudinal; e correlação negativa entre o índice de massa corporal e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (p<0,05). Os grupos sobrepeso e obesidade apresentaram maior massa do ventrículo esquerdo, diâmetros diastólico e sistólico do ventrículo esquerdo, espessuras do septo interventricular e da parede posterior do ventrículo esquerdo, E/e’ e comprometimento da deformação miocárdica longitudinal, e menor fração de ejeção do ventrículo esquerdo (p<0,05). A deformação miocárdica longitudinal estava alterada em 71% dos indivíduos obesos. Em adultos jovens, o sobrepeso e a obesidade se associaram a alterações na estrutura e função cardíaca quando comparados com indivíduos eutróficos. Grande parte dos indivíduos obesos apresentaram deformação miocárdica longitudinal alterada. |