Candendê: tessituras entre vozes e histórias de resistência quilombola Barbacena/MG (c.1830 – Tempo presente)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Santos, Roseli dos lattes
Orientador(a): Mattos, Hebe Maria lattes
Banca de defesa: Brügger, Silvia Maria Jardim lattes, Monteiro, Lívia Nascimento lattes, Pereira, Josimeire Alves lattes, Cassoli, Marileide Lazara lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em História
Departamento: ICH – Instituto de Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2022/00047
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/14409
Resumo: A atual pesquisa tem por objetivo o entendimento sobre a formação e continuidade, ao longo do tempo, do quilombo Candendê. Esse território fértil em alimentos e tensões surgiu em fins do século XIX numa grota existente entre os municípios de Barbacena e Ibertioga. Num percurso de zigue-zague entre o passado e o presente, entre as minhas próprias memórias e as fontes escritas, a pesquisa vai desvendando a complexa rede de relações horizontais formadas por camponeses negros e pobres e fortalecidas por matrimônios e eventos culturais. Por outro lado, esses mesmos moradores do emaranhado espaço territorial negro, estabelecem relações verticais com fazendeiros vizinhos, afoitos por terras e mão de obra barata, como forma de preservação da paz quilombola. Candendê, hoje nomeado como Ponto Chique do Martelo, enfrenta uma desestruturação interna afetando a conquista de projetos de vida. E uma das consequências é a invisibilidade e a tentativa de silenciamento sofridas pela comunidade em sua trajetória e patrocinada pelo Estado brasileiro. Falar do quilombo Candendê é falar de resistência, resiliência e reencontro com a minha própria história