Candendê: tessituras entre vozes e histórias de resistência quilombola Barbacena/MG (c.1830 – Tempo presente)
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | , , , |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em História
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Departamento: |
ICH – Instituto de Ciências Humanas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: | |
Área do conhecimento CNPq: | |
Link de acesso: | https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2022/00047 https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/14409 |
Resumo: | A atual pesquisa tem por objetivo o entendimento sobre a formação e continuidade, ao longo do tempo, do quilombo Candendê. Esse território fértil em alimentos e tensões surgiu em fins do século XIX numa grota existente entre os municípios de Barbacena e Ibertioga. Num percurso de zigue-zague entre o passado e o presente, entre as minhas próprias memórias e as fontes escritas, a pesquisa vai desvendando a complexa rede de relações horizontais formadas por camponeses negros e pobres e fortalecidas por matrimônios e eventos culturais. Por outro lado, esses mesmos moradores do emaranhado espaço territorial negro, estabelecem relações verticais com fazendeiros vizinhos, afoitos por terras e mão de obra barata, como forma de preservação da paz quilombola. Candendê, hoje nomeado como Ponto Chique do Martelo, enfrenta uma desestruturação interna afetando a conquista de projetos de vida. E uma das consequências é a invisibilidade e a tentativa de silenciamento sofridas pela comunidade em sua trajetória e patrocinada pelo Estado brasileiro. Falar do quilombo Candendê é falar de resistência, resiliência e reencontro com a minha própria história |