Caracterização físico-química e avaliação da citocompatibidade do nanobiocompósito de quitosana e nanofibra de celulose em fibroblastos e queratinócitos humanos cultivados in vitro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Almeida, Leonara Beatriz Fayer de lattes
Orientador(a): Pereira, Michele Munk lattes
Banca de defesa: Maranduba, Carlos Magno da Costa lattes, Pinto, Priscila de Faria lattes, Alvarenga, Erika Lorena Fonseca Costa de lattes, Medeiros, Rebecca Vasconcellos Botelho de lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso embargado
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Imunologia e Doenças Infecto-Parasitárias/Genética e Biotecnologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://doi.org/10.34019/ufjf/te/2023/00016
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/16144
Resumo: A pele possui um mecanismo natural de autorreparo em caso de lesões, contudo, em alguns casos, o processo de cicatrização pode ser comprometido, requerendo cuidados para auxiliar a reparação do órgão. Terapias reparativas têm sido objeto de estudos para o tratamento de lesões e os biopolímeros quitosana e nanofibra de celulose (NFC) se destacam por apresentarem propriedades biodegradáveis, antimicrobianas e características mecânicas semelhantes à da matriz extracelular natural. No entanto, até o momento, não há relatos sobre o uso combinado da quitosana e NFC extraídas do algodão na produção de um nanobiocompósito para aplicação na medicina reparativa da pele. Assim, o objetivo desse estudo foi realizar a caracterização físico-químico e avaliar a citocompatibilidade do nanobiocompósito de quitosana e NFC de algodão em fibroblastos e queratinócitos humanos cultivados in vitro. Inicialmente, foram realizadas avaliações de homogeneidade, estabilidade, rugosidade, porosidade e propriedades mecânicas do nanobiocompósitos. Posteriormente, foram realizados os ensaios in vitro de microscopia de luz, citometria de fluxo, MTT, Alamar Blue, cicatrização e produção de colágeno. Os resultados demonstraram que a incorporação da NFC ao filme de quitosana, formando um nanobiocompósito, resultou em um filme com melhores características como taxa de degradação, intumescimento, hidrofilicidade e rugosidade, otimizando sua aplicação na realização de testes in vitro. A viabilidade celular, cicatrização e produção de colágeno por fibroblastos e queratinócitos humanos indicam a citocompatibilidade do nanobiocomposito em cultura in vitro. Baseado nos resultados, o nanobiocompósito de quitosana com NFC apresenta potencial para aplicação futura em terapias reparativas para o tratamento de lesão na pele, bem como um modelo de teste de dermocosméticos.