Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2014 |
Autor(a) principal: |
Lopes, Marcos Pereira
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Orientador(a): |
Alves, Roberto da Gama
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Banca de defesa: |
Novelli, Iara Alves
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Gorni, Guilherme Rossi
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Comportamento e Biologia Animal
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Departamento: |
ICB – Instituto de Ciências Biológicas
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/4405
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Resumo: |
Na região tropical são escassos os estudos que exploram o uso do processo de decomposição foliar como ferramenta funcional para avaliar os efeitos das perturbações antrópicas sobre os ecossistemas aquáticos. Nosso objetivo foi avaliar os efeitos dos impactos antrópicos sobre a taxa de decomposição de Picramnia sellowii em riachos no Sudeste do Brasil. O experimento foi realizado durante 60 dias em três riachos referências e três impactados por poluição orgânica e sem cobertura vegetal. Em cada riacho foram incubados três sacos contendo 3 ± 0,05 g de folhas secas de P. sellowii. Os riachos referência apresentaram maiores concentrações de oxigênio dissolvido e menores valores de nutrientes, turbidez, condutividade elétrica, TIA (área total impermeável) e temperatura. O coeficiente de decomposição (k) diferiu entre os riachos referência (k = 0,014 ± 0,003 d-1) e os impactados (k = 0,005 ± 0,001 d-1). Nas folhas incubadas nos riachos referência foi observada maior biomassa de fungos e abundância de invertebrados, assim como a presença de fragmentadores, estando o k relacionado com a biomassa destes organismos. A decomposição se mostrou sensível para avaliar impactos antrópicos nos ecossistemas aquáticos uma vez que foram observadas nítidas diferenças entre a perda de massa foliar nos riachos referências e impactados. Estes resultados reforçam o efeito negativo da urbanização sobre a decomposição e biomassa de fungos e fragmnetadores. No segundo experimento foram realizadas retiradas após 7, 15, 30, 60, 90 e 120 dias, em três remansos e três corredeiras apenas nos riachos referências. Os principais resultados foram: no final do experimento restaram 16,63 % (remansos) e 10,30 % (corredeiras) de massa seca, que diferiu apenas entre os dias do experimento e não entre os mesohabitats e, foi influenciada pela biomassa de fungos; houve aumento na biomassa destes microorganismos no dia 90, diferindo apenas entre os dias do experimento e sendo influenciada pela temperatura e O2; a abundância de invertebrados foi maior em corredeiras e no dia 30, apresentando diferença entre mesohabitats e entre os dias, e sendo influenciada pela temperatura, O2 e velocidade; maior riqueza foi registrada em remansos e no dia 60; a família Chironomidae foi a mais abundante durante todo o experimento nos dois mesohabitats; a abundância e biomassa de fragmentadores foram baixas; o escalonamento multidimensional não métrico mostrou a separação dos mesohabitats e períodos inicial e final da decomposição. Através do segundo experimento foi possível observar que a perda de massa nos ecossistemas lóticos de baixa ordem é mais influenciada pela biomassa de fungos que pela biomassa de fragmentadores e pela velocidade da água. Adicionalmente, observamos que diferenças na abundância, riqueza e composição de invertebados são influenciadas por diferenças entre mesohabitats e pela sucessão ao longo da decomposição. Esses resultados contribuem para reforçar a importância do material vegetal de origem terrestre como fonte de energia para os invertebrados em riachos, e a necessidade de preservação da vegetação ripária. |